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Relacionamento amoroso # de jogos de poder e posse -II

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Enviado por Lucília Lopes Silva (não verificado(a)) em 19. outubro 2008 - 3:32
Resposta ao debate: 
Sequestro virou novela?

Desafortunadamente, momentos antes da publicação do meu primeiro texto sobre o assunto, a menina Eloá já havia sido fatalmente ferida.
Desde o final do seqüestro, discute-se muito sobre a ação da polícia. Mas a verdade é que é muito difícil tomar uma decisão quando o agente de um crime é um jovem com retrospecto que o classificava como “trabalhador” e “sem antecedentes criminais”.
O problema é que o Lindembergue, embora sem antecendentes criminais, sempre foi um criminoso em potencial: foi isso que ele revelou ao invadir o apartamento da ex-namorada, durante as negociações com os policiais e em seu gesto final de alvejar - com intenção de matar - as duas reféns. Esse seqüestrador assassino, ao longo dos cinco dias que durou o seqüestro, foi revelando sua verdadeira personalidade: mostrou que é um indivíduo inconfidente, sem palavra, portanto, em quem ninguém - homem ou mulher - pode confiar; mostrou que ele tem um egoísmo desenvolvido ao extremo, de modo que o(s) interesse(s) do(s) outro(s) deixam de existir, de importar para ele. E, no desfecho do seqüestro, deixou patente que se trata de um indivíduo vingativo, frio e calculista, a ponto de exigir que sua integridade física fosse preservada - antes de atirar, a queima roupa, naquela que tantas vezes disse que... “amava”.
Esse seqüestrador assassino, ao longo daqueles cinco dias nefastos, elevou o seu egoísmo ao máximo - e só o seu mundo, os seus sonhos de prepotência, de domínio sobre o destino dos outros passaram a contar. Aqueles cinco dias de seqüestro foi tempo mais do que suficiente para que qualquer trabalhador honesto, para que qualquer pessoa que não tivesse instintos criminosos latentes, dissimulados, refletisse e desistisse de seu intento inicial. Mas o seqüestrador assassino se sentiu vitorioso ao impor através da violência, do desrespeito à vontade alheia, sua presença à ex-namorada que não queria mais vê-lo ou falar-lhe; se sentiu poderoso ao tomar como reféns - não só Eloá e sua melhor amiga - mas os parentes destas, seus vizinhos, os agentes da lei...
O que uma pessoa faz quando tem algum tipo de poder em suas mãos revela o que ela realmente é: um bom cidadão ou um facínora. Lindembergue Fernandes Alves - o seqüestrador assassino - mostrou, de modo irrefutável, que é um facínora, um indivíduo perverso, vingativo, cruel e implacável.
Não se deve pensar que ele foi movido por amor, pois esse seqüestrador assassino é incapaz de amar: ele foi movido pelo egoísmo, pelo desejo de posse - pois sempre viu Eloá não como seu amor, mas como sua propriedade: para o seqüestrador assassino, Eloá não era um ser humano, mas algo sem interesses ou desejos pessoais e que devia ter seu direito à vida nas mãos dele - que jamais quis sua felicidade.
Durante todo o período em que esteve a exercer seu jogo de poder e posse sobre a menina Eloá, o seqüestrador assassino sempre criou desentendimentos, brigas, rompimentos e impôs reatamentos. Através da conquista, da posse, do domínio sobre aquela que era considerada a menina mais bonita da escola, ele procurou agigantar-se perante amigos e conhecidos como alguém que possuía um poder de sedução, de fascínio sobre a mais bela jovem da localidade - e que deveria ser o sonho de muitos que a conheciam. Para esse seqüestrador assassino, a menina Eloá era apenas um troféu, que ele adquirira e sobre o qual ele tinha total poder de decisão se continuava - ou não - a existir. Ele decidiu que ela deveria deixar de existir.
Desgraçadamente, mais uma vez, nós - a sociedade brasileira - não conseguimos impedir que um facínora impusse a sua vontade perversa sobre alguém inocente e indefeso. Isso é realmente consternador. Mais ainda quando sabemos que esse tipo de indivíduo jamais deixará de ter esse tipo de conduta com qualquer outra mulher com que ele se envolver, mas que as nossas leis - que muito mais conferem direitos do que deveres e, com isso, propicia a impunidade - farão com que o seqüestrador assassino saia muito antes de cumprir 30 anos de prisão. Isso é demasiadamente lamentável, pois patenteia a impotência da sociedade em combater a impunidade - pois se tem dado muito mais valor aos direitos dos facínoras - do que à segurança e bem-estar dos honestos, dos justos, dos indefesos.
É consternador, é vergonhoso - é revoltante.
Mas, de todos esses fatos extremamente lamentáveis, temos de ressaltar como exemplo de solidariedade e verdadeira amizade a conduta da jovem Nayara Silva. Pressentindo que sua melhor amiga corria sério risco de morrer, a menina Nayara arriscou a própria vida para tentar mudar o curso da trágica história e, de algum modo, impedir o desfecho trágico que todos assistimos através da mídia. Nayara é um ser humano digno do nome - uma jóia rara na selva de desumanidade, insensibilidade e indiferença para com o sofrimento alheio. Enquanto todos se protegiam, ela foi ao encontro de um perigo real, na tentativa de oferecer proteção àquela por quem tem amizade. É uma amizade que certamente se eternizou. Enquanto o homem adulto só mostrou egoísmo, covardia, premeditação, espírito vingativo, inconfidência, frieza e crueldade, a menina Nayara foi exemplo de altruísmo, coragem, de espírito protetivo, de amizade sincera, de caráter íntegro - de verdadeiro amor.
Nayara, quando você souber do desaparecimento de sua amiga Eloá, muito provavelmente se sentirá impotente por não conseguir impedi-lo. Mas, tenha certeza de que pelo menos o que estava ao seu alcance você fez, você não se omitiu, não se escondeu, e se expôs a um perigo real para pelo menos tentar reverter um quadro que dificilmente terminaria de modo diferente, porque tratava-se de um assassino que apenas estava à espera de um momento oportuno para perpetrar seu crime. Como se costuma dizer - a ocasião faz o ladrão - o que se aplica a todos os demais criminosos em potencial.
Nayara, que você jamais deixe-se mudar, desvirtuar e se transformar em mais um zumbi que vagueia insensivelmente pela face da Terra. E muito agradecida por me fazer saber que ainda existe seres humanos como você.
A você, Nayara, todo o meu respeito e consideração!

Resumo: 

O egoísmo, o ódio - e não o amor - levaram Lindemberg Alves a assassinar a menina Eloá Cristina Pimentel.

  • amizade
  • coragem
  • egoísmo
  • Eloá Cristina Pimentel
  • Lindemberg Alves
  • Nayara
  • sequestro
  • vingança
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Comentários

#1 quando vao matar lindemberque alves

Enviado por Anônimo (não verificado(a)) em 13. janeiro 2009 - 12:38.

no meu ponto de vista ja que ele gostava mesmo da garota porque ele agil ao estremo com a morte da garota .ele tem como se redime disto tudo se matando ou sendo esterminado dentro do precidio onde se encontra acho que ele não tem recuperação na sociedade

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#2 Sua visão é mesquinha e

Enviado por Anônimo (não verificado(a)) em 20. outubro 2008 - 8:40.

Sua visão é mesquinha e totalmente parcial... os três erraram... pena que uns pagam mais que os outros... mas não cabe a nós julgar...

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#3 Será mesmo, Anônimo?

Enviado por Lucília Lopes Silva (não verificado(a)) em 13. novembro 2008 - 15:43.

Você - Anônimo - afirma:
- “os três erraram...” Será? Mesmo se considerar que dos três - o seqüestrador e as duas seqüestradas - só Lindemberg já é adulto? As duas vítimas, tanto a que foi impiedosamente assassinada, quanto a que sobreviveu eram adolescentes. Como único adulto, cumpria a Lindemberg agir como tal - com racionalidade - e não como uma besta fera;

- “mas não cabe a nós julgar...” Bem, eu não julguei, apenas fiz uma reflexão sobre o caso, o que é direito de todos;

- “sua visão é mesquinha e totalmente parcial...” Será que se o meu raciocínio tivesse lhe parecido assim tão pobre, tão escasso de argumentos você teria se dado ao trabalho de vir desqualificá-lo? E quanto a parcialidade, você também não está sendo parcial ao defender as razões do assassino?

Mas, façamos uma breve análise cronológica dos fatos.
Inicialmente - antes, portanto, do seqüestro -, a solução que se apresentou para Lindemberg Alves (até, então, um cidadão, de 22 anos, sem antecedentes criminais, um trabalhador, um sujeito classificado como pacato por seus conhecidos) era simples: aceitar a vontade de sua ex-namorada, Eloá Pimentel, de por fim ao namoro. Seria uma solução dolorosa para ele? Sim, poderia ser extremamente dolorosa, mas se ele realmente a amava, ele deveria, em primeiro lugar, respeitar a vontade dela.
Lindemberg, entretanto, não aceitou aquela simples solução e pôs em prática o seqüestro, dando à ex-namorada duas opções: retomar o namoro ou ser por ele assassinada. Ele creu que a defrontando com essas duas “opções”, a “livre” escolha de Eloá seria, inescapavelmente, a retomada do namoro. A questão é que as melhores coisas da vida não se conquistam pela força, muito menos pela violência. Ele teve cinco dias para persuadí-la, mas usou meios errados para fazê-lo: a violência, a brutalidade e, assim, deu a Eloá a firme certeza de que havia feito a escolha certa quando decidiu encerrar o namoro. Durante aqueles cinco dias, Lindemberg poderia ter auscultado o coração de Eloá, isto é, tornado-se sensível o suficiente para sondar o até então “insondável” coração daquela que ele dizia amar. Mas Lindemberg preferiu cometer o mesmo erro que a maioria dos fornecedores comete: querer forçar o cliente a adquirir a mercadoria que eles querem vender - e não a que o cliente necessita; ou forçar o consumidor a aceitar a prestação de serviço da forma como eles a querem prestar - e não como o cliente precisa ou deseja. Lindemberg, igualmente, não se interessou em saber o que Eloá desejaria dele: estava obcecado pela idéia de impor a Eloá o que ele queria oferecer a ela. Mais uma vez, a solução que se apresentava a Lindemberg era bastante simples: oferecer a Eloá o que ela desejava e necessitava. Mas para adotar essa solução ele precisava se despir de seu amor-próprio extremado, de seu egoísmo, de sua egolatria; ele precisava deixar de encarar Eloá como sua propriedade, e passar a vê-la como uma outra pessoa, detentora de direitos e desejos como ele mesmo. A questão é que Lindemberg não aceita nem admite que seus direitos possam terminar onde começam os direitos do outro (no caso específico, da outra). Nesse caso, em particular, o agravante é que os direitos que Lindemberg reivindicava sobre Eloá, em verdade, inexistiam - pelo simples fato de que ninguém é propriedade de ninguém. Ressalte-se que numa sociedade democrática é inadmissível que continue latente esse sentimento de posse sobre pessoas.
Durante aqueles cinco dias, outra solução simples se apresentou a Lindemberg: soltar as reféns e se entregar. A solução era simples. Claro, simples se ele não estivesse completamente dominado por um incomensurável egoísmo, por um excessivo amor-próprio, por um ódio injustificável, por um desejo de vingança que se tornou irrefreável pois ditado por seu egoísmo e egolatria. Por conseqüência, a questão se tornou insolúvel, porquanto aquela simples solução foi totalmente rejeitada.
Quando ele intuiu que a polícia estava prestes a invadir o local do seqüestro, Lindemberg poderia ter esperado os policiais com a arma deposta, sem mostrar resistência à prisão - que ele já se mostrara merecedor por manter em cárcere privado quatro pessoas (Eloá, Nayara e mais dois garotos), por expor outras vidas a perigo injustificado ao atirar contra as pessoas que estavam ao derredor do prédio. Lindemberg, contudo, preferiu por em ação sua vingança, pois havia posto como meta que ou a solução que ele imaginara era imposta a todos, ou ele - a muitos faria pagar, a muitos faria sofrer, a muitos faria chorar (em suas próprias palavras).
Ou seja, para a questão de Lindemberg haviam várias soluções simples. O caso se tornou dramático e teve um desfecho cruel - porque Lindemberg se fez refratário, cego a todas elas, fixando-se, obstinadamente, naquela solução que imaginara ser a perfeita para “todos”. O egoísta sempre acredita que o seu interesse, o seu desejo deve abarcar, subordinar todos os demais.
Com seus atos, Lindemberg terminou por dar razão à Eloá, ao decidir terminar o namoro. Aliás, esse namoro jamais deveria ter sido permitido pelos adultos...

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#4 Lindembergue Alves: torturou, feriu e matou covardemente!!!

Enviado por ivan.brafman (não verificado(a)) em 19. outubro 2008 - 18:19.

Este canalha, este bandido, este monstro covarde e assassino, chamado Lindembergue Alves, um dia saiu do meio do inferno, depois de ter causado danos irreparáveis ao diabo e ter sido o autor de monstruosos atos de perversidades e crueldades e com isto deixado satanás revoltado e indignado eis que este maldito verme transvestido de "homem", chega na terra e consegue se aproximar da frágil e vulnerável menina Eloá, que tinha 12 anos e que por ser fraca e vulnerável se deixou envolver emocionalmente por este safado.
Passados 3 anos, a menina, finalmente, tem a certeza de que o bandido com o qual, ela, estava envolvida sentimentalmente, não era merecedor do seu amor, por ser uma "pessoa" indigna e sem méritos pessoais, e quando teve a certeza de que não mais teria espaço na vida daquela que seria vítima da sua sanha monstruosa e criminosa, pois este bandido, perpretou um ataque súbito à residência da sua vítima armado com 2 armas e um saco cheio de munição e lá chegando sem titubear vai logo atirando contra o computador da sua vítima e mantém duas vítimas como refém por quase 5 dias, torturando a sua ex- namorada e a sua amiga, mesmo depois de tantos pedidos e apelos de diversas pessoas, parentes, amigos, jornalistas, negociador da polícia.
Acontece que o criminoso se mostrou frio, insensível e determinado a matar a sua vítima e se mostrando agressivo em diversas oportunidades, atirando pela janela do apartamento e numa conversa com uma jornalista num programa de Televisão, disse, afirmou e repetiu várias vezes que iria matar a menina: Eloá.
É incontestável e fica explícito e evidente que este monstro nunca gostou nem um pouquinho da sua vítima, quando a mesma teve a infelicidade de se envolver (namorando) com este criminoso.
Este canalha, tem a índole de um assassino cruel, covarde e contumaz.
Causa-me perplexidade, o fato de que este bandido teve a ousadia e a atitude audaciosa de propor um acordo, no qual, ele entregaria a refém viva e ilesa, se a polícia e a imprensa, garantissem que ele não sofreria nenhuma agressão, ou seja, não seria morto. Pois bem, a polícia cumprriu com o trato e o canalha monstruosos não, atirando numa das suas vítimas e matando brutal e cruelmente a outra( Eloá). E a polícia perdeu a oportunidade de ter fuzilado este imundo, pois se isto tivesse acontecido teríamos "varrido" este lixo da face da Terra e evitado que o governo tivesse mais despesas com este monstro.
Presidente Lula, por favor, pelo amor de Deus, assine um decreto presidencial fazendo vigorar em regime urgente a PENA DE MORTE: JÁ!! A partir de amanhã, segunda-feira e que este criminoso(Lindembergue Alves) irrecuperável possa ser o primeiro a ser punido com a PENA DE MORTE no Brasil. O limíte da tolerância chegou ao fim, basta de impunidade, não dá mais para suportarmos estes atos criminosos que nos deixam traumatizados e abalados emocionalmente.
Pelo sim, pelo não, por via das dúvidas, quero mandar um alô lá para os presos dos presídios de São Paulo ou seja lá de onde for, que quando o carcereiro colocar o Lindembergue aí na cela com vocês, saibam que ele torturou durante 5 dias, feriu uma pessoa e assassinou, covardemente, a namorada dele, só porque ela descobriu que ele não merecia mais o amor dela aí ele resolveu matá-la, um detalhe: ela só tinha 15 anos e era estudante e sonhava com um futuro realizador para sua vida e ele planejou como vingança a morte da menina Eloá. Então quando este safado chegar na cela, não esqueçam de presenteá-lo com um cordão grosso, que com certeza ele vai gostar muito de ganhar, pois quando o dia amanhecer o Lindemberguer vai está com a lingua esticada prá fora da boca e os dentes estarão arreganhados, demonstrando uma satisfação funestra. Ele merece!! Vamos limpar e tirar este lixo do nosso planeta!!

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