A religião é a última barreira para a liberdade sexual?
No feriado de Corpus Christi, a cidade de São Paulo recebeu dois grandes eventos que militam por interesses opostos. No dia 22, na zona Norte da cidade, foi realizada a 16ª Marcha para Jesus, que, segundo a polícia, reuniu cerca de 1,2 milhão de fiéis. O ápice do evento foi o discurso de Estevão Hernandes, da igreja Renascer, diretamente dos EUA, onde cumpre pena com a esposa por ter entrado no país com dinheiro não declarado. Três dias depois, a avenida Paulista recebia a 12ª Parada Gay de São Paulo, a maior passeata pelos direitos GLBTT do mundo. Com o lema “Homofobia mata – por um Estado laico de fato”, o evento registrou a presença de mais de 3 milhões de pessoas, segundo a polícia. Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgêneros e simpatizantes das causas GLBTT protestam todo ano em defesa da igualdade de direitos civis, independente da opção sexual do cidadão. Recentemente, a militância GLBTT acusou forças políticas ligadas a igrejas cristãs e evangélicas de impedirem a aprovação de leis como a que criminaliza a prática da homofobia. Na sua opinião, a religião é a última barreira para a liberdade sexual?
