ELEIÇÕES 2008 - TECNOLOGIA E FRUSTRAÇÃO
A tecnologia de ponta dominou o cenário eleitoral, mas as nossas frustrações só aumentaram.
A mídia até que tentou, mas também não conseguiu empolgar os eleitores. Que adianta o Brasil ter o sistema de votação mais moderno no mundo se 90% da população continuará a disputar os mesmos 25% da renda nacional. Votamos em 20 segundos, mas as favelas de 20 anos atrás são as mesmas que vemos hoje habitadas pelos filhos dos filhos dos favelados de outrora.
Estas eleições deixaram bem claro que não existem diferenças entre PSDB, DEM, PT, PMDB, etc... Tanto que o mesmo PT que disputou com o PSDB e DEM em alguns municípios, se aliou a estes partidos em outras cidades. Observando com cuidado esta safra de velhas raposas ou de novos candidatos rapidamente envelhecidos por causa da mediocridade de seus companheiros de partido não dá para fazer qualquer distinção entre esquerda e direita, conservadores e progressistas ou honestos e desonestos (pois todos se sentam à mesma mesa estatal para tomar o mesmo vinho importado pago pelo contribuinte).
A única distinção que subsiste no Brasil é a mesma. Aquela que sempre existiu entre a massa ignara de contribuintes (que segue sendo manipulada, ignorada, roubada e auferindo serviços públicos deficientes em quantidade e qualidade) e os políticos de todos os partidos que controlam o Estado em seu próprio benefício (ou em benefício de seus amigos, incluídos os amigos dos outros partidos).
Qual será o resultado desta combinação inusitada entre tecnologia de ponta e mediocridade partidária? Nenhuma. É por isto que acho que já passou da hora de rasgarmos nossos títulos eleitorais e tentarmos construir um outro Estado dentro deste mesmo território.
O que ocorre quando a esperança do eleitor é destruída pela combinação de tecnologia de ponta e mediocridade partidária?

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