O POBRE BRASIL OLÍMPICO
Os jogos de Pequim terminaram e ficou uma triste constatação. O nosso país, mais uma vez, demonstrou a sua mediocridade em matéria de desempenho olímpico. Os nossos incompetentes dirigentes esportivos tentam camuflar o péssimo resultado com discursos evasivos e ufanistas. Tentam justificar, ou melhor, esconder sua falta de preparo para dirigirem o esporte brasileiro.
Na verdade, os grandes vencedores destes jogos, os que verdadeiramente ganharam muito ouro e prata, foram as empresas televisivas: As redes Globo e Bandeirantes. Abocanharam lá os seus milhões e milhões de reais, às custas do sacrifício e do choro de centenas de atletas. A maioria sem condições ideais para a prática do seu esporte.
Precisamos acabar com os feudos em que se transformaram as Confederações e Federações esportivas neste país. E o Ministério do Esporte passar a ser comandado por quem verdadeiramente entenda e vivencie as necessidades e dificuldades do esporte no Brasil, com a intenção de modificar o panorama caótico do esporte. Pois, o que temos hoje é uma caricatura de Ministério. O nosso desempenho esportivo continuará medíocre.
São estes mesmos senhores que de forma ditatorial, querem levar o país para mais uma aventura louca e irracional. A realização dos Jogos Olímpicos no Brasil. Mais uma vez querem jogar o dinheiro público no ralo da corrupção e do superfaturamento de obras. Já não basta o que fizeram nos Jogos Pan-americanos? Gastaram milhões e nada mudou ou melhorou no Rio e na vida do carioca.
As áreas esportivas construídas estão fechadas, abandonadas ou foram entregues para a iniciativa privada. E o Rio continua violento, sem hospitais, sem educação e sem transporte de qualidade. É chegada a hora de dar um basta nos sonhos politiqueiros e megalomaníacos desses senhores feudais que enriqueceram às custas do suor e do sacrifício dos atletas brasileiros.
O esporte no Brasil precisa e tem condições de crescer, e a médio e longo prazo se tornar uma potência olímpica. Mas com os pés no chão, com projetos sérios de desenvolvimento esportivo e dentro da nossa realidade. Realizados por pessoas sérias, competentes e honestas, sem interesses políticos ou econômicos, preocupadas com o bem estar da população e dos atletas.
CARLOS AUGUSTO ROSA.
caurosa80@gmail.com
caurosa.wordpress.com
Os jogos de Pequim terminaram e ficou uma triste constatação. O nosso país, mais uma vez, demonstrou a sua mediocridade em matéria de desempenho olímpico.

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