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O Mito da Caverna de Platão

Enviado por Victor da Silva Pinheiro (não verificado(a)) em 10. outubro 2008 - 12:28
Resposta ao debate: 
Quando vai acabar a corrupção no Brasil?

Imagine uma caverna grande, úmida e escura. Nessa caverna vivem algumas milhares de pessoas. Essas pessoas desde que nasceram, vivem com correntes nos braços, pescoço e pés, em cadeiras enfileiradas de modo que na frente dessas pessoas há um imenso paredão fino. Semelhante ao cinema moderno. Por trás das fileiras de cadeiras, há uma fogueira. Entre a fogueira e as cadeiras passam algumas pessoas com objetos e animais. Os sons dessas pessoas, objetos e animais ecoam pela caverna até chegar ao grande paredão e por fim chegar aos acorrentados. A luz que a fogueira emiti bate nessas pessoas, animais e objetos e nas demais pessoas acorrentadas fazendo surgir sombras no grande paredão. Essas pessoas acorrentadas vêem essas sombras como se fossem reais. Pois esse é o único mundo que conhecem. Mais acima da caverna, como se fosse os camarotes, vive os chamados amos da caverna. São eles que controlam todo o esquema. No topo da caverna, existe uma pequena saída pelo qual o sol emiti um pequeno feixe de luz que chega até lá embaixo, próximo às pessoas acorrentadas. Porém, entre a fogueira e o topo da caverna existe um imenso paredão bem íngreme, cheio de obstáculos, difícil de escalar. Do lado de fora da caverna existe árvores, rios, o sol... enfim, a natureza e alguns sábios. As sombras mais diferenciadas são eleitas pelos acorrentados para serem os líderes. Em diversas áreas. Enquanto as pessoas acorrentadas discutem entre si sobre o mundo em que vivem, os amos da caverna riem e caçoam deles. Uma das características desses amos é que eles não costumam aparecer. Não gostam de aparecer.
Só que uma dessas pessoas, que chamaremos de Sócrates, começa a se questionar sobre toda essa situação. Quanto mais se questiona mais ele vai percebendo que há algo de errado nele e no mundo em que vive. As outras pessoas acorrentadas mais próximas já começam a olhar diferente pra ele. Sócrates não liga e começa a se remexer da cadeira. Quanto mais se remexe da cadeira, mais ele sente que há algo de estranho com ele. Até que um dia percebe que está acorrentado. Se você está dormindo, acorda e vê que está acorrentado, qual a sua reação, leitor? Pois bem, Sócrates não é diferente, e quer se libertar das correntes. Depois de muita luta, consegue se livrar das correntes. Primeiramente de braços e pescoço. Livre das correntes do pescoço ele pode olhar de lado e pra trás e vê, as pessoas acorrentadas, a fogueira, enfim, ter uma visão da caverna e perceber que esse mundo é uma ilusão. Depois, consegue se livrar das correntes dos pés. Analise bem: ele nasceu e cresceu nessa situação, nunca andou. Quando se levante e começa a andar tem extrema dificuldade. Já está desgastado pelo imenso esforço que teve pra se livrar das correntes. Mas consegue se adaptar e andar. Sócrates tenta alertar os outros acorrentados, inclusive os amigos, porém, sem sucesso. Pois esses acorrentados se julgam viver em um relativo "conforto" e tomam esse mundo como real. Quando vêem o estado de Sócrates, todo desgastado fisicamente e até psicologicamente, dizendo que o mundo em que vivem não é real, que vivem numa caverna úmida e escura, e etc... alguns acorrentados chegam até a chamá-lo de louco. Sócrates vê que não vai obter sucesso e vê um pequeno feixe de luz vindo do topo da caverna, ele decide ir em direção a essa luz. Mas para isso é preciso escalar um grande paredão íngreme, cheio de obstáculos. Na escalada, de vez em quando escorrega, cai, e volta a escalar. Depois de muita luta, ele chega ao topo da caverna, e consegue sair da caverna. Vê o sol pela primeira vez, e nesse momento quase fica cego, pois nunca havia visto tanta luz. Depois de um tempo, ele consegue se adaptar a luz do sol, mas ainda com a vista não muito boa. Ele vê a natureza, os sábios e etc. Conversa com alguns sábios e vê que este é o mundo real. Porém, bate um sentimento de misericórdia: e os amigos e todas as outras pessoas acorrentadas, vivendo nesta caverna achando que vivem num mundo real? Ele decide voltar. A descida foi tão difícil quanto à subida do paredão. Chegando nos amigos acorrentados, com a vista ruim, todo arrebentado, ele vai tentar liberta alguns acorrentados. Porém a recepção foi pior do que antes, quando ele tentou alerta-los antes de subir. Vê que alguns até são capazes de lutar ferozmente para proteger as correntes. Então, Sócrates chega a conclusão que o segredo é contar aos poucos, começando inicialmente a dizer que estão com os braços acorrentados, por exemplo. Observa também que existe algumas pessoas que começam a se questionar e tem uma certa disposição a ouvi-lo. Essas pessoas são os idealistas. Uma dessas pessoas solta os braços e o pescoço, e como esse está numa condição parecida com o amigo acorrentado ao lado, este amigo acorrentado vai está mais disposto á ouvi-lo. Outro que consegue perceber que está acorrentado e começa a se remexer da cadeira, conta pro amigo ao lado que aquele mundo é uma ilusão e é preciso acordar. Assim uns vão se soltando, ajudando os mais próximos e também, caminhando em direção ao feixe de luz. Criando assim uma corrente discipular de mestre e discípulos. O que se solta é o filósofo. A luz do sol é a verdade. O que desce para ajudar os outros acorrentados é o político. As sombras, o mundo da ilusão. A luz da fogueira, os nossos desejos. As correntes, a ignorância. Os amos são aqueles que controlam e mantém o mundo da ilusão tirando proveito da situação. Os acorrentados são a humanidade. O caminho de escalada até a luz do sol está cheio perigos: diversas crenças estranhas, ideologias confusas, materialismo e/ou misticismo em excesso, armadilhas etc. Esses são os obstáculos. A filosofia vem pra proteger esse idealista que está se remexendo da cadeira, mostrar atalhos seguros na escalada, até chegar ao topo da caverna e voltar.
Esse é um resumo do Mito da Caverna, o capítulo VII do livro A República, que é de autoria do filósofo grego Platão. Mesmo escrito no século IV a.C., continua atual. Aliais, existem várias obras que se referem a esse mito como o filme Matrix e o livro Alice no País das Maravilhas.
Questione-se: será que os muitos líderes do presente e do passado, não são as sombras do Mito da Caverna? Ou são os amos? Será que não está faltando filósofos na política? Não só na política como em outras áreas? E como distinguir a verdadeira filosofia da falsa filosofia? São muitas as perguntas. Os antigos já diziam que a filosofia é a mãe de todas as ciências, e que a reposta está dentro de nós. É só procurarmos nos tornar, verdadeiramente, o que somos: seres humanos. Assim sendo, reconheceremos facilmente, quem é quem e qual caminho seguirmos. Como diria Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo".

  • alegoria
  • educação
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  • política
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Comentários

#1 o mito da caverna

Enviado por jessica (não verificado(a)) em 30. Abril 2009 - 16:04.

amei seu discusso.

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#2 NEM TUDO QUE PARECE É.

Enviado por DENIS DA FONSECA (não verificado(a)) em 30. Março 2009 - 16:06.

Bom analisarmos o Mito da Caverna e entender a filosofia Platônica em analogia com a realidade brasileira. Deveriamos nos perguntar se o Brasil é realmante um país democrático, se uma vez que a democracia vai para além de um simples regime de governo, e tem como a essência o povo. Uma outra pergunta diz respeito a Lei brasileira, sempre cega, as vezês miope. Seus grandes olhos ocidentais só são capazes de enchergar quem não sabe ou não pode se defender, em alguns casos ela se mostra míope e vê com certa dificuldade um ou dois elementos da chamada "gente de bens". A educação brasileira é outra falsa realidade, hoje já se pode comemorar os resultados de vinte anos de trabalho, pois, temos um grande número de "alunos" (ser desprovido de luz), mas aquecido pela grande fogueira da ideologia. Esses tais sem iluminação própria estão chegando em números cada vez maiores na quarta e na quinta série sem saber ler, e escrevendo apenas para uma comunicação virtual.

Como brailieiro, casado, professor de ensino médio, cidadão, me resta a seguinte pergunta: quando vamos sair da caverna? Isso se torna cada vez mais dificil, pois, as armas requeridas para se chegar a entrada estão sendo negadas aos homens que nasceram escravos e acorrentados, ou seja, a democracia, a justiça e o direito de aprender a questionar o que vemos, lemos e ouvimos.

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#3 Ameii

Enviado por Larissa (não verificado(a)) em 22. Março 2009 - 13:26.

Amei seu resumo ...

Me ajudou muiito no meu trabalho..
Obrigada ...

Beijks no ♥

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#4 Minha OpiniãoO !

Enviado por Lucas Alfeu barbosa (não verificado(a)) em 20. Março 2009 - 0:42.

Nossa muito bom...eles explikou duma forma beim exata e deu para intender a mensagem que quis passar...bom mesmoO ! Tbm achoo que como a cada dia a tecnologia esta cada vez mais avançada...a tendencia daki a poko é chegarmos ao ponto de tudo ser uma ilusão...um programa basico de computador...devemos julgal, pensar criticar e lutal pelo nossos objetivos...No filme Matriz mostra tudo issoO...meu NEO naum tendo certeza que era o escolhido teve a coragem de ir ajudar...muito bomm o assunto...mito da caverna retrata tudoO...Naum tive a oportunidade ler e ver as outras obras sobre o assuntoO...espero em breve ver...!

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#5 O Mito da Caverna de Platão

Enviado por Anônimo (não verificado(a)) em 11. Março 2009 - 15:24.

achei superinteressante.:*

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#6 Pow mto show a tua

Enviado por Vivian (não verificado(a)) em 10. fevereiro 2009 - 15:29.

Pow mto show a tua interpretação Victor! Estou lendo a edição de bolso do livro A República, e tenho encontrado dificuldades para entender pois a escrita eh bem arcaica e repetitiva. Mas valew, me ajudou bastante no meu trabalho da facul!

Abraço

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#7 o mito das cavernas

Enviado por Anônimo (não verificado(a)) em 13. novembro 2008 - 19:13.

esses textos que vcs colocam sao imensos ninguem merece copiar um texto deste!Please resumam umm pouco mais mesmo assim obrigado!o site e legal pra quem gosta de estudar(como naum e o meu caso)Um bjO ate Mais

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#8 vc que escreveu para resumir

Enviado por Anônimo (não verificado(a)) em 6. Março 2009 - 16:13.

vc que escreveu para resumir o texto, vc é um zé pregiça e não vai a lugar nenhum resumindo as coisas.
Por que vc não resume sua vida ai vc não precisa resumir as coisas por vc já esta resumido.

seu troxa

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