Quando o racismo terá fim?
De acordo com estudos, as atitudes racistas persistem no mundo porque seus detratores reagem com indiferença aos atos de discriminação étnica. A informação foi divulgada nessa quinta-feira, 08/01, na revista Science.
Os Estados Unidos não deram ênfase à notícia, já que agora possuem um presidente negro. No entanto, é a indiferença apontada na pesquisa que, mais uma vez, os americanos demonstraram. “A eleição de um negro não significa que tenha morrido o racismo ou que o povo já não tolerará os atos de discriminação étnica", manifestou Kerry Kawakami, professor de psicologia da Universidade de York.
Como prova, os cientistas indicam que nos Estados Unidos os atos de racismo flagrante contra os negros ainda ocorrem regularmente. Nos estudos realizados, por exemplo, 120 participantes brancos que escutaram termos depreciativos referidos a um negro não se manifestaram irados, nem reagiram.
O racismo, infelizmente, está presente em muitos países, imerso na cultura e nos hábitos de muitas pessoas. No Brasil, por exemplo, o último caso polêmico de racismo ocorreu em novembro do ano passado, quando o goleiro Felipe, do Corinthians, declarou ter vivido uma das piores situações na sua carreira.
O jogador foi alvo de insultos racistas da torcida do Juventude, que perdia o jogo. "Eles acham que preto não joga bola, que só branco joga. Ouvi comentários o jogo inteiro, declarou Felipe indignado.
Diante disso, o Jornal de Debates quer saber: quando o racismo terá fim?
De acordo com os estudos apresentados na revista Science, as atitudes racistas persistem no mundo porque seus detratores reagem com indiferença aos atos de discriminação étnica.
