Os melhores escritores não combinam com livro digital:
A leitura no meio digital ainda me é estranha. Claro que hoje já leio jornais e revistas online, mais o prazer de virar a próxima pagina de um livro ou revista; é... Não sei bem como explicar. Para uma pessoa como eu que gosta muito de leitura, fica estranho ler uma história ou conto qualquer pela internet. Devemos ter algum dia lançamentos pela rede, que aconteceram por meio de download pago, mais se as pessoas que já estão à séculos, desenvolvendo-se intelectualmente através dos livros, viram a se adaptar com facilidade é dificil afirmar.
Venho tentando fazer isso à alguns anos, e não estou bem acostumado à fazer leituras de muitas paginas pela internet. Talvez este tipo de leitura exija um pouco mais do intelecto humano, ou não tenha toda a mística que envolve um exemplar empreso no bom e velho papel. Outro dia vi um protótipo de livro do futuro na Tv, e afirmo que aquilo La não vai vingar; é uma caixa que você abre, e ela começa à te contar uma história, esse não é um modo legal para se desenvolver uma peça tão fundamental em nossas vidas.
Daqui a pouco os livros vão começar à manipular as cabeças das pessoas ao invés de desenvolve-las. Isso já ocorre com essas revistas eletrônicas semanais que as redes de TV, prendem o publico de maneira geral. O livro foi inventado para desenvolver a mentalidade humana, através de registros, experiências que alguns tem, com capacidade e facilidade de mostrar o sentido de vários assuntos que englobam, a cultura, a vivencia, os rituais que ao longo dos tempos se tornaram cada vez mais importantes para todos os terráqueos.
Registros como esses que vou escrever aqui de um autor brasileiro, que eu admiro muito com certeza, não vão tocar tanto aos amigos do jornal de debates, quanto se todos vierem a ler o livro algum dia. (trecho do livro São Bernardo; de Graciliano Ramos) “Estávamos em fim de janeiro. Os paus d’ arco, floridos, salpicavam a mata de pontos amarelos; de manha a serra cachimbava; o riacho, depois das últimas trovoadas, cantava grosso, bancando o rio, e a cascata em que se despenha, antes de entrar no açude, enfeitava-se de espuma”. Quando li este livro a primeira vez, fiquei impressionado, com a linguagem usada no texto pelo autor. Talvez este trecho não pareça emocionante, aqui no nosso grande meio de comunicação virtual; mais ao chegar à metade deste livro, fiquei emocionado; não pela passagem descrita aqui, mais sim pela simplicidade de um homem, que tinha um pensamento intelectual de vida. Ao contrário de todos os amigos e a esposa que viveram a educação dos livros. E no meio disso tudo ele se mete a escrever um livro.
O futuro do livro para mim esta garantido por que existem caras como: Graciliano, Machado, entre tantos mais que passaram pela face da terra, e certamente não combinam com livro digital, por que são deuses. E qual é o livro mais vendido do mundo? É aquele que fala do filho de Deus.
LUCAS ARTUR LOPES BRANDÃO

Comentários
Enviar novo comentário