O Futuro do Jornalismo
Acredito que o futuro o Jornalismo será o eletrônico, o on-line. É onde todos temos democraticamente a oportunidade ímpar de expressar a palavra opinativa sobre os mais variados assuntos. Compreendo que estou muito mais para jornaleiro do que para jornalista. Mesmo não passando de um mero articulista principiante e rudimentar, estou dando a minha opinião, abalizada ou não, sobre um assunto seríssimo. Mas como a palavra aqui é livre, externo a minha opinião mesmo ciente de que o meu parecer sobre esse assunto de suma importância possa ser duvidoso, bastante discutível e demonstre insegurança. O grande perigo é que, em assim sendo, a bela profissão propenda a desaparecer-se, o que jamais poderia acontecer porque sem o jornalismo competente, o que seria da Nação? Com o seu poder fiscalizador e conhecimento profundo, a verdade é que a Imprensa não é 4º Poder que se propaga. É um poder maior. Dotada com o seu poderio de formar opiniões, ela pode derrubar Presidentes da República e estes não podem silenciá-la nem através da censura ou da força bruta. Sendo ela a expressão da voz do povo, o pensamento e o sentimento da população, pode denunciar sem temor as mazelas políticas. Sendo poderosa para fazer acontecerem Revoluções e Guerras Civis, por que então ocuparia apenas o quarto lugar na escala dos Poderes da República?
Como o tema evidentemente foge de minha alçada, do limite de minha competência, deixo a futurologia a seu respeito para ser convenientemente tratada pelos que são jornalistas por direito e que podem falar de cátedra dos valores intrínsecos da matéria, podem sobre ela filosofar e comentar o assunto com maior racionalidade. De minha parte tocarei apenas num pequeno apêndice da atividade jornalística, tentando dizer algo sobre o assunto. Faço-o porque o meu espírito crítico não poderia deixar passar em branco algo que, ao ser exposto, certamente poderá trazer-me a imputação de me preocupar com coisas menores, de ser adepto do eruditismo, do preciosismo, do puritanismo.
Mesmo assim pensando, arrisco-me a expressar meu pensamento que por certo será qualificado como pura idiotia. Refiro-me ao fato de que grandes articulistas, cronistas de renome e repórteres de importantes jornais e revistas, teimam em escrever sempre a locução estereotipada “IMPRENSA ESCRITA”, um pleonasmo que deveria ser evitado. Talvez porque a palavra imprensa possa significar figurativamente os conjuntos de jornalistas e repórteres, origina-se daí os idiomatismos “IMPRENSA FALADA” e “IMPRENSA TELEVISIONADA”. O simples termo “imprensa” traduz aquilo que é “impresso”, que é “escrito”. Deste modo, as expressões “imprensa falada ou televisionada” deveriam ser mencionadas como rádio ou televisão, ou então simplesmente mídia.
O que exponho pode ser irrelevante, mas como a palavra é a ferramenta de trabalho do jornalista, e como todo bom operário cuida e afia bem o seu instrumento de trabalho, os profissionais do jornalismo deveriam também observar melhor as regras gramaticais e dar o sentido exato aos termos do nosso idioma.
07/04/09
DORIVAL JOSÉ ALVES
O futuro o Jornalismo será o eletrônico, o on-line.

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