A Criticidade é sempre necessária
A Criticidade é sempre necessária.
Por Luiz Domingos de Luna
Toda informação é filtrada pela mente do autor, logo, um fato em si pode ter milhares de formas de apresentação, esta diversidade de formas é combustível de vital importância para a democracia, pois a liberdade de expressão é a liberdade de expressar inúmeros focos para uma única situação, assim, quanto maior for às possibilidades dos dados amostrais, maior será força democrática.
A heterogenia social é também intelectual, pois não existe sociedade totalmente homogenia, como também não deve existir um padrão de conhecimento intocável, inviolável, pois a civilidade sempre pronta para polir, para criar um novo ritmo de aprimoramento.
É assim que a humanidade ruma, sempre numa busca eterna, uma história permeada de erros a acertos, o grande desafio é diminuir a margem de ermos e aumentar a de acertos, porém para a probabilidade aumentar em projeção afirmativa, se faz necessário também elastecer o foco do conhecimento, como também todas as facetas e variáveis possíveis, sem isso, o pulsar existencial pára a história emperra e a vida se dissolve na abstração do tempo.
Escrever é um ato social e como tal expõe a convicção do autor, porém, por mais dados e conhecimentos que se tenha sempre falta o focar pleno do contrário, assim, o potencial do que não foi exposto pode ter o poder maior do que o que já foi. Nisto reside à força da criticidade, dar luz ao que foi esquecido, dar força ao que não foi pontuado.... (....) Enfim dar a liberdade ao que foi que foi presilhado ou distorcido, ou, questionar o que é, ou era, uma obra pronta pelo autor.
Este constante desafio feito dentro de princípios éticos normativos, de responsabilidade e compromisso com o bem estar da sociedade é a fonte geradora de progresso, de crescimento social e luz para as futuras gerações.
www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com

Comentários
#1 Planeta grão, para Luiz
Planeta grão, para
Luiz Domingos de Luna*
Outro dia, eu peguei minha luneta, me afastei bem da terra e fui olhar como é que isto funciona, olhei as cidades, cada uma com seu lindo cemitério, os túmulos bem esculpidos, tudo iluminado
- Será que eles amam o mistério ? Olhei bem os espigões verticais, pareciam latas, as pessoas entravam sorridentes nas latas – Seres humanos enlatados ?
Ao focar as ruas era um rio em movimento, um rio cheio de automóveis, tinha até os ruídos das cachoeiras, as buzinas ao som de apitos que não paravam mais. Será que eles amam o barulho ?
Coloquei uma nova objetiva e vi uma multidão entrando, casas, cubículos, celas – Será que eles amam a prisão ?
Ao girar a luneta, um novo mundo uma orla marítima cheia de humanos, trajes bem economizados, muita onda, muita prancha muito surf - Será que eles amam a liberdade ?
E ali, bem em frente um parque, cheios de bocas redondas, as bocas sempre a soltar um hálito sulfuroso em forma gasoso - Seria um parque industrial, pelo jeito sim, pois é uma entrada e saída de automóveis que não para nunca – Será que eles amam o movimento ?
Ali é um baile, não tenho dúvida, ali é um baile todos com seus corpos untados em movimentos ao som de músicas continuadas, corpos que se juntam e se deslocam em questão de segundos, um ritmo bem cadenciado numa cola que une e separa ao som da harmonia ou desarmonia do choque sonoro – Será que eles se amam entre si ?
Ai, bem ai, agora sim, encontrei uma fábrica, uma linda fábrica, tudo bem estruturado, higiênica inclusive, uma fabrica que não produz fumaça, dá muitos empregos, esquenta a economia, dá luz ao progresso, determina o que é um pais desenvolvido ou não, é base que dá sustentação ao que é, e o que não é poder, é uma maravilha da criação humana, obra prima, o poder da inteligência concentrada dos inteligíveis em projeção, um show vivo e imperdível no palco da existência dos seres humanos.
Uma linda fábrica de mísseis da última geração, não erra o alvo nunca, pronto para destruir tudo a sua frente, um britador, um demolidor, esperando somente à hora para atacar o inimigo -Que inimigo /eu/. não, - Outros seres humanos. - Será que eles amam a vida ou a morte. - Não sei !
___________
(* ) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.
#2 Planeta grão, para Luiz
Planeta grão, para
Luiz Domingos de Luna*
Outro dia, eu peguei minha luneta, me afastei bem da terra e fui olhar como é que isto funciona, olhei as cidades, cada uma com seu lindo cemitério, os túmulos bem esculpidos, tudo iluminado
- Será que eles amam o mistério ? Olhei bem os espigões verticais, pareciam latas, as pessoas entravam sorridentes nas latas – Seres humanos enlatados ?
Ao focar as ruas era um rio em movimento, um rio cheio de automóveis, tinha até os ruídos das cachoeiras, as buzinas ao som de apitos que não paravam mais. Será que eles amam o barulho ?
Coloquei uma nova objetiva e vi uma multidão entrando, casas, cubículos, celas – Será que eles amam a prisão ?
Ao girar a luneta, um novo mundo uma orla marítima cheia de humanos, trajes bem economizados, muita onda, muita prancha muito surf - Será que eles amam a liberdade ?
E ali, bem em frente um parque, cheios de bocas redondas, as bocas sempre a soltar um hálito sulfuroso em forma gasoso - Seria um parque industrial, pelo jeito sim, pois é uma entrada e saída de automóveis que não para nunca – Será que eles amam o movimento ?
Ali é um baile, não tenho dúvida, ali é um baile todos com seus corpos untados em movimentos ao som de músicas continuadas, corpos que se juntam e se deslocam em questão de segundos, um ritmo bem cadenciado numa cola que une e separa ao som da harmonia ou desarmonia do choque sonoro – Será que eles se amam entre si ?
Ai, bem ai, agora sim, encontrei uma fábrica, uma linda fábrica, tudo bem estruturado, higiênica inclusive, uma fabrica que não produz fumaça, dá muitos empregos, esquenta a economia, dá luz ao progresso, determina o que é um pais desenvolvido ou não, é base que dá sustentação ao que é, e o que não é poder, é uma maravilha da criação humana, obra prima, o poder da inteligência concentrada dos inteligíveis em projeção, um show vivo e imperdível no palco da existência dos seres humanos.
Uma linda fábrica de mísseis da última geração, não erra o alvo nunca, pronto para destruir tudo a sua frente, um britador, um demolidor, esperando somente à hora para atacar o inimigo -Que inimigo /eu/. não, - Outros seres humanos. - Será que eles amam a vida ou a morte. - Não sei !
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(* ) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.
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