Sob pretexto da crise
Entro aqui em praia que não é a minha. Não tenho conhecimento suficiente para fazer previsões sobre essa cabala: nossa economia diante da crise. Porém, acabo de ler uma sugestão do Sr. Roger Agnelli ao Presidente da República. O "manager" da Vale do Rio Doce propõe a "flexibilização dos direitos trabalhista"!!!!!!!
Isso me faz pensar...
Acho que sob pretexto de manter a saúde da economia diante da crise, governos e empresas pelo mundo irão alegar a necessidade de implantar medidas que, somente resultarão no crescimento do processo de acumulção. Todos sabemos que o sistema capitalista necessita de "fronteiras de acumulação primitiva" e a crise pode criar, pelo menos, um bom argumento para a expansão dessas fronteira:
1- Transferência de recursos públicos para o setor privado sob a justificativa de salvar empresas comprometidas.
2- Arroxo salarial e congelamento de benefícios previdenciários
3- Flexibilização dos direitos trabalhistas e sindicais do trabalhador ativo.
4- Demissões e extinção de postos de trabalho.
5- Diminuição de investimentos públicos em projetos sociais, políticas públicas e ministérios da área social.
6- Incentivo a oligopolização de setores da economia.
7- Restrições nas políticas creditícias.
8- Concessão de regalias tributárias aos setores financeiro e produtivo.
Não acho que tudo irá acontecer. Seria o apocalipse! Mas o que puderem farão. Dependerá da capacidade de organização da sociedade para barrar essas medidas que, sempre que salvam a economia, adoecem ou matam o cidadão. De qualquer forma, mais uma vez no mundo globalizado, sem dúvida será o trabalhador assalariado chamado para pagar a contam. Escutem a conversinha do "manager" da Vale. Olho vivo e faro fino! O capital não perde nunca.

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