"Cada um no seu quadrado"
As consequências, para o Brasil, da atual crise econômica pode ser estimada em função de alguns aspectos, a saber: 1 - crédito - no meu entendimento, embora tenhamos vivido período de significativo crédito a consumidores de incerta capacidade de pagamento, nosso sistema financeiro mantém-se com liquidez. Os motivos dessa saúde são os "spreads" aviltosos cobrados pelas instituições financeiras e, portanto, qualquer apelo de socorro ao Estado, por parte da banca financeira soa como falácia e especulação visando ampliar, ainda mais, o patrimônio desses grupos. 2 - Setor produtivo - Após "surfarem" um período de bonança global, amealhando lucros acima dos padrões mundiais de empresas equivalentes, ao menor sinal de retração em seus fluxos de caixa (bens exportáveis ou para o mercado interno) cortam custos de afogadilho. Ora, onde estavam os gestores destas empresas, já que os seus lucros se pulverizaram em meses? Há algo de obscuro... Mais uma vez o Estado é chamado a cobrir má gestão ( ou seria gestão fraudulenta) ficando com o mico. É possível concluir que a crise está exageradamente inflacionada.
O Brasil tem uma cesta de produtos de baixo para médio valor agregado e portanto as empresas que obtém fluxo de caixa principal com as exportações deste tipo de produto vão, obviamente, se encolher, desaparecer ou ser incorporada (commodites e outros). A sobrevida poderá vir do mercado interno. Se houver fome no mundo estamos milionários, caso contrário, continuaremos a sofrer as ondas desta crise fabricada pois ainda somos apêndice no mundo econômico.

Comentários
Enviar novo comentário