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EXPECTATIVAS DE MUDANÇAS NA POLÍTICA AMERICANA. NO BRASIL TUDO CONTINUA IGUAL

Enviado por Gil Soul (não verificado(a)) em 13. novembro 2008 - 11:58
Resposta ao debate: 
Obama presidente: o mundo mudou?

EXPECTATIVAS DE MUDANÇAS NA POLÍTICA AMERICANA. NO BRASIL TUDO CONTINUA IGUAL.

*Gil Soul

A Direita e seus mais extremados representantes parece estar se reorganizando na urdidura de novos totalitarismos.
Na eleição americana, os casuísmos e mecanismos de novas fraudes eleitorais tentaram infrutíferamente insinuar-se, numa sub-reptícia tentativa de deter a roda da história com urnas transferindo votos (já na eleição antecipada), do Democrata Obama para o Republicano Mcain.
O sistema eleitoral americano com toda sua maquiagem de limpo e democrático é absurdamente tendencioso a fraudes que visam maliciosamente à perpetuação do conservadorismo no poder.
Felizmente, desta vez, com uma economia quebrada após dois mandatos incompetentes e beligerantes, através da força esmagadora da vontade democrática de um povo, chegará ao fim a Era Bush.

Em um cenário de crise global, com o capitalismo estertorando, tudo poderia servir de estopim, tanto para estimular reações antagônicas que justificassem invasões armadas de paises independentes e soberanos, como é o caso da Bolívia que, ao proibir a atuação do DEA (Agência Americana de Combate ao Narcotráfico), sob a acusação de espionagem e conspiração para a deposição de Presidentes legitimamente eleitos, o que é absolutamente plausível em face da política sempre intervencionista americana. Arriscou-se ao colocar-se como alvo de retaliações vindas do Império que está a ruir.
Tenta os conservadores e viúvas das ditaduras, reeditar a demonização das posições mais à esquerda, sobretudo nos paises latino-americanos.

No Brasil, indo na contramão da história, assistimos já sem grandes surpresas, um governo que também se elegeu sob a proposição de mudanças, de um novo modelo de se fazer política, aliar-se tão fisiologicamente ao moribundo neo-liberalismo, ao ponto de através de um dos seus representantes, o Sr Gilmar Mendes, por meio de argumentações tendenciosas e mecanismos legais, mais não morais, não apenas desperdiçar a oportunidade de recontar, e resgatar fatos de um passado recente, lastreando-se na verdade histórica viva na memória dos combatentes sobreviventes (alguns destes ocupando pastas ministeriais), como aliar o seu discurso ao que existe de mais retrógrado no pensamento da extrema direita, que resiste tacanha e ferrenhamente à inexorável necessidade de recontarmos fatos ocorridos em um período de arbítrio, autoritarismo, e crimes cometidos pelo Estado; em uma tentativa canhestra de silenciar os ecos que ainda retumbam nos porões da memória de toda uma nação e principalmente daqueles que sofreram em suas carnes as mais vis torturas, perda de amigos, familiares, e que ao longo de todos estes anos convivem com o estigma (como se não fosse suficiente tudo o que passaram) de serem retratados ante a opinião pública como reles marginais, bandidos e celerados terroristas, que cometeram o “abominável crime” de resistir ao despotismo de uma Ditadura Militar.

Toda a sociedade clama pelo fim das impunidades e dos artifícios legais, que beneficiam com a liberdade, criminosos. Entretanto, quando o réu em questão pertence a poderosas castas, as mais altas instâncias do poder correm céleres para garantir que estes não sejam punidos por seus mais hediondos crimes.
Na cena brasileira, um governo que por suas raízes históricas deveria ao menos ter a hombridade e manter-se imparcial, labora de modo imoral para garantir que tais criminosos além de não serem justa e devidamente punidos, não passem pelo crivo da história.

O mundo volta o olhar esperançoso para o prenúncio de possíveis transformações com a emblemática eleição de um afro-descendente a mais alta magistratura daquela que se intitula a mais poderosa Nação do Planeta.
Muito se especula sobre as mudanças de paradigmas que o Sr. Obama implementará a partir de 20 de janeiro, quando assumirá o poder.
Espera-se que coerentemente com o discurso de mudanças, as posturas, sobretudo quanto às políticas internacionais, venham a ser de fato revisadas.Desde o fim do injustificável bloqueio a Cuba, a manutenção espúria de Guantanamo às Guerras intervencionistas mantidas pelos interesses da família Bush.
Que o Presidente americano eleito pelo clamor da esperança, não olvide dos seus comprometimentos históricos e que a mudança prometida não seja mais uma vez uma mera retórica de campanha como é o hábito contumaz do fazer político abaixo da linha do Equador.

*Gil Soul é músico e articulista free lancer

Resumo: 

O mundo volta o olhar esperançoso para o prenúncio de possíveis transformações com a emblemática eleição de um afro-descendente a mais alta magistratura daquela que se intitula a mais poderosa Nação do Planeta.
Muito se especula sobre as mudanças de paradigmas que o Sr. Obama implementará a partir de 20 de janeiro, quando assumirá o poder.

  • eleição americana
  • fim da era Bush
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Comentários

#1 Obama ganhou, e daí? A

Enviado por Fernando César (não verificado(a)) em 14. novembro 2008 - 11:32.

Obama ganhou, e daí? A fome, a miséria, a doença, a falta de educação, o racismo, a guerra, o tráfico de drogas e a crise financeira(?) parecem anunciar o Apocalipse!
O legado dos Bush, mais os déficits astronômicos, os custos das guerras e de todo o aparato militar tornam inviáveis seus esforços.
A base tecnológica, classe média e apoio popular fortes suportarão medidas mais drásticas?
Talvez nos decepcionemos com Obama ao ver, no final de um mandato, que o slogan de sua campanha(Sim, nós podemos mudar) não se realizou.
Meu caro, os Estados Unidos não vão mudar.Continuarão com seus problemas, suas contradiçõe, sua crise, suas guerras....
Tomara que Barack Obama não seja produto da CIA.

Abs.

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