Que futuro queremos para o Brasil?
Nunca neste País se combateu tanto a corrupção. Nunca neste País se discutiu tanto a ética. Nuncaneste País a Polícia Federal teve tanta autonomia e capacidade de investigação. É importante lembrar que boa parte das quadrilhas e esquemas que foram desbaratados no Brasil neste período estavam engendrados na máquina do Estadobrasileiro há décadas(...).O segundo turno será um grande momento para que o povo possa debater a questão. Mas não sei por quê(...) nossos adversários fogem como odiabo da cruz de outro debate tão ou mais importante para o País. Refiro-me ao debate a respeito do futuro do Brasil. Que futuro queremos para o Brasil? Hoje, vários jornais deram destaque à manifestação de Mendonça de Barros, um dos principais responsáveis pelo programa de Governo de Geraldo Alckmin, emque se mostra claramente favorável à privatização da PETROBRAS. Será que é esse o caminho que o povo brasileiro quer para a Nação? O caminho dos que venderam, a troco de banana - 3 bilhões de reais -, a Vale do Rio Doce, e que, noprimeiro ano após a privatização, deu 11 bilhões de lucro? (...) É isso o que querem fazer com o Banco do Brasil, com a Caixa EconômicaFederal? Destruir as universidades públicas? Com certeza, não. O povo sabe (...) que todas as mudanças que têm sido desenvolvidas pelo nosso Governo são fruto de muito esforço. São mudanças estruturais, para inverter a lógica de um modelo de Governo e de País que, durantemuito tempo, usou a estrutura (...) da oligarquia, da elite conservadora, que imaginou durante séculos que este País e esta Nação erampatrimônio de uma meia dúzia.(...)É por isso que temos a convicção de que este segundo turno será um momento ímpar (...). Precisamos levar até às últimas conseqüências ocompromisso ético de fazer uma faxina na política deste País, mas não abrindo mão, não permitindo que os adversários fujam também dessa discussão. Não queremos mais um passado de "entreguismo", de subserviência, de um País que se ajoelhava frente aos interesses internacionais para favorecer meia dúzia de pessoas, que,pelas influências que tinham no Governo, enriqueceram com a privatização dastelecomunicações, com a privatização do setor elétrico, com a privatização de outros setores, e que imaginavam que essa lógica perduraria por muito tempo.(...)

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