QUANTO MAIOR O GIGANTE MAIOR O TOMBO
Na verdade realmente é errado usar o dinheiro público para socorrer empresas privadas, mas o mais errado ainda é, a maquina administrativa do Estado deixar que aventureiros especulem de todas as formas as mais predatórias possíveis dentro de seus territórios, e muitas vezes concluída com estes, pois se o Estado, dotado de todos os mecanismos necessários para regular e monitorar o sistema financeiro, não fez nada para coibir preventivamente tais atitudes deve ser visto como no mínimo dirigido por representantes da sociedade vinculados não com os interesses comuns da mesma, mas com os interesses financeiros de grupos minoritários sem nenhuma ética e capazes de levar a nação para o buraco a fim de satisfazerem necessidades e vaidades próprias, prejudicando até em muitos casos outras nações como no caso da atual crise americana. Um outro ponto, neste cenário, é o fato de muita gente só vir a saber o funcionamento deste sistema perverso quando acontece a quebra, pois me surpreende o fato de um cidadão buscar empréstimo por exemplo junto ao Citibank para comprar um imóvel, ou mesmo utilizando-o como um bem hipotecário, e ter que sustentar não somente o lucro do Citibank, mas também o de outros agiotas que estão por trás deste, o que me parece ser o caso dessas duas empresas denominadas Fannie Mae e Freddie Mac, como se vê este é um sistema em que o tomador é explorado na realidade por uma quadrilha de agiotas irresponsáveis atuando com a complacência ou a vista grosa daqueles que foram eleitos para gerenciar o Estado, daí se pode ver que realmente acaba ficando duro pra ele, o tomador, realmente conseguir bancar toda esta festa. Por outro lado é muito bom para que o mundo saiba que seus economistas e dirigentes são ótimos para dar palpites na economia alheia, mas demonstraram ser totalmente incapazes de coordenar a sua própria, o que lhes desclassifica a partir deste episódio como conselheiros de economias alheias, pois acabam de quebrar todos seus preceitos de economia privada e independente do Estado. Por outro lado eu daria aqui um conselho ao povo dos EUA, deveriam ficar de olho para que aqueles que comandam e possuem o capital destas empresas percam seus anéis, - tem especulador gordo por trás desse negocio todo - pois se o contribuinte bobear tanto lá como aqui os caras serão salvos pelo erário público e não pagarão nenhum preço por sua irresponsabilidade e continuarão a gastar a rodo e a freqüentar as altas rodas todos gordos e com o sorriso largo, satisfeitos e entubados com a grana da sociedade. Não que o governo não deva socorrer a economia, seria melhor a prevenção, mas quando a prevenção não funciona em caso do necessário socorro, a fim de que as conseqüências não sejam nefastas seria aconselhável que o socorro viesse acompanhado da devida e exemplar punição e indispensável cota de sacrifício em cima do patrimônio dos que estão por trás destas empresas, este fato também demonstra que a economia norte-americana não possui a solidez que aparentava, e que o dólar como moeda mundial de troca precisa ser substituído por outro padrão a ser buscado por consenso entre as nações. Na verdade os caras se acostumaram com a bonança e com sua capacidade de levantar dinheiro no planeta, impulsionado por suas multinacionais e, pela corrupção, por elas geradas nas nações do terceiro mundo em que estão instaladas, só não contavam com a tremenda e rápida mudança de paradigma destas sociedades na ultima década, e da tremenda industrialização de várias nações que passaram de suas consumidoras a suas concorrentes no mercado globalizado dos dias atuais, e aí temos o exemplo forte da indústria automobilística japonesa, coreana, e também em outros segmentos tecnológicos. Temos ainda que a demanda atual do mundo para distribuição de renda é gigantesca e ameaça a paz e a estabilidade mundiais, e de certa forma o que estamos vendo poderia ser analisado também de certa forma deste ponto de vista, já que embutido neste pacote há uma distribuição de renda, até porque me parece que o pacote inclui restituições de recolhimento de imposto de renda para certas camadas da sociedade norte-americana, além do fato de que seu governo neste episódio é de certa forma forçado até por força das circunstâncias externas envolvidas a tomar providências sob perca de sua credibilidade perante as demais nações do mundo, principalmente junto a certos asiáticos e certos europeus, já que algumas de suas instituições bancárias investiram pesado nestas empresas em derrocada, sem falar no fato de que algumas dependem do mercado norte-americano em grande escala para sustentarem seu mercado interno, o que graças a competência do atual governo brasileiro não é tanto mais o nosso caso. Devemos também ficar de olho na economia inglesa que também me parece pode possuir muito balancete bancário que não corresponde à realidade. Concluindo devo dizer que cabe ao Estado governar bem para não ter que no futuro arcar com socorro pra especulador, mas se em ultimo caso o tiver que fazer que o faça de forma que os mesmos paguem o devido preço por sua irresponsabilidade social.
Os EUA e sua crise econômica.

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