Racismo ou colorismo?
Miguel D Ávila, o racismo nada tem a ver com discriminação economica, tampouco se atém a cores de pele, algo que pelo que li de seus escritos lhe parece históricamente até bem fundado.
Em primeiro lugar, há o senhor que levar em conta que não foi a cor da pele que fez com que toda a sociedade dominante dos tempos de expansão da Europa comercializassem africanos, mas sim a expressão que os qualificava como animais e portanto mercadoria. Desde os romanos e arrisco dizer que desde antes das pirâmides já era assim.
A pouco mais que centenária lei, que resolveu compreender que escravos (não eram apenas os negros aqui enquadrados) destoavam da bestialidade por pensarem e sentirem como todos os demais, veio trazer para o papel uma obrigatoriedade de mudança no comportamento daqueles que se sentiam 'eleitos' por alguma divindade.
Isso não mudou o fato de que os homens continuem com suas pré-concebidas e hipócritas versões de que aos menos favorecidos pela fortuna, sempre se os olha de cima.
Nunca houve, aqui ou alhures, um movimento para integração desses povos recém libertos em igualdade de condições com a sociedade reinante. Por eles mesmos, sem nada para começar, aí estão nos mostrando, nas mais diversas áreas, seus valores e nós, cegos, ainda não nos habituamos a compreender que somos mesmo, e de fato e de direito, todos iguais.
Eu, ao ouvir pela primeira vez o "Dia da consciência negra" pensei em lançar também o da "consiência vermelha", da "consciência amarela", da "consciência verde" e até mesmo da "branca". Quem sabe um dia haverá apenas da "Consciência pura"?
É discriminatório o título dado ao dia, como é discriminatório o "dia da mulher". E toda discriminação acaba gerando, em quem dela ouve falar, no seu íntimo (e aqui podemos chamar de consciència ou "eu") o preconceito.
Dou-lhe minha palavra que nisso creio: Se um dia lançarem o "dia da mulher bonita", tempo virá em que serão cuspidas na rua.
A sociedade não foi feita para separatismos. Não é nos dividindo, e cada vez mais forçando um ao outro a reconhecer que "Ei, sou branco"...."Ei, eu sou negro, e com orgulho"...."Ah, sou japonês e me orgulho disso".... que vamos chegar a bom termo nas nossas relações interpessoais... que é o que rege nossas relações sociais.
O mundo não precisa de separações, classificações ou qualquer divisão. O que precisamos é de união, do entendimento que somos todos os nascidos, independentes de país, raça, cor, valor ou fé, apenas frutos gerados pelo amor entre duas pessoas legitimamente detentoras do direito de conceber vidas humanas.
O senhor fala demais no passado. Tente olhar mais para o futuro, com os pés no presente. Verá que o preconceito existe apenas dentro de cada indivíduo. Não está no ar, não se contagia por bactérias, mas por palavras.
Um ser humano é um ser humano, amigo Miguel... em qualquer lugar. Não é menos humano porque lhe é mais clara ou escura a pele, nem deixa de ser menos humano se lhe falta um braço, perna ou dedo.
O mundo não precisa de separações, classificações ou qualquer divisão. O que precisamos é de união, do entendimento que somos todos os nascidos, independentes de país, raça, cor, valor ou fé, apenas frutos gerados pelo amor entre duas pessoas legitimamente detentoras do direito de conceber vidas humanas.

Comentários
#1 dia da consciência negra/O que falta para superar o preconceito?
Marcos, lendo seus escritos achei muito interessante, porem gostaria de fazer algumas colocações se me permite. Quando você tomou conhecimento do dia da consciência negra e pensou em lançar tantas datas de comemorações como o dia da mulher e tantos outro, não nos esqueçamos que essas datas somente são comemoradas ou reflexonadas porque estes são oprimidos pela maioria e o poder. A mulher como sabemos pelo homem, o mundo maxista e o negro, pelo fato de ter sido oprimido como sabemos também, se assim não fosse, não teria motivo de existir essas datas.
Quando você fala em lançar por exemplo o dia da consciência pura, ela já existiu, basta lembrar dos seis milhões de judeus esterminados e tantos negros.
Olhando pela ótica que você colocou a razão é sua, essa é a que todos enxergam, como as quotas que tantos são contrários, mas esses se esquecem o porque dessas quotas, eles não vão buscar no passado o real motivo e ficam apenas com o presente achando uma injustiça. Dessa forma para tudo tem um motivo, basta ficarmos atentos e buscarmos no passado o real motivo.
Um abraço.
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