Devemos confiar nas urnas eletrônicas?
O suposto envolvimento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com escutas ilegais estão colocando sob suspeita as urnas eletrônicas que serão utilizadas nas próximas eleições. Parlamentares da oposição, integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos Telefônicos, procuraram o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, pedindo a realização de uma auditoria externa para assegurar a segurança do módulo de criptografia inserido nas urnas eletrônicas. O motivo da preocupação é que o módulo de criptografia, um dos instrumentos que garante o sigilo do processo, é elaborado pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (Cepesc), órgão que faz parte da Abin.
De acordo com os parlamentares integrantes da CPI dos Grampos Telefônicos, é necessário que se reforce a prevenção sobre as urnas, depois da revelação da revista Veja de que a Abin pode ter participado de escutas telefônicas clandestinas em pelo menos uma conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
"Não temos evidências que apontem para a existência de fraude envolvendo as urnas. Mas é importante que tomemos medidas preventivas. Então, queremos um acompanhamento externo desse trabalho com a segurança das urnas para termos a certeza de que são totalmente protegidas contra fraudes", explicou o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR), autor do pedido junto com os deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Raul Jungmann (PPS-PE).
O presidente da OAB afirmou que vai pedir informações ao governo e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o sistema de segurança das urnas eletrônicas. Segundo Britto, "as urnas devem ser sagradas e invioláveis". "Temos que ter essa certeza para que elas reflitam a vontade do soberano povo", acrescentou.
A Abin declarou que não irá se manifestar sobre a posição dos parlamentares e da OAB, cabendo ao TSE, como cliente do serviço, pronunciar-se ou não sobre o assunto. Informalmente, porém, técnicos da Abin avaliam que a preocupação sobre a criptografia usada nas urnas é desnecessária, uma vez que o sistema utilizado é “referência internacional, tamanha a sua qualidade e proteção”.
O Jornal de Debates quer saber: Devemos confiar nas urnas eletrônicas?
O suposto envolvimento da Abin com escutas ilegais estão colocando sob suspeita as urnas eletrônicas que serão utilizadas nas próximas eleições. O motivo da preocupação é que o módulo de criptografia utilizado, um dos instrumentos que garante o sigilo do processo, é elaborado pelo Cepesc), órgão que faz parte da Abin.
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