Império da Barbárie!
Espero que pessoas racionais entendam que não estou partindo de uma visão de “direita” ou de “esquerda”. Neste artigo serei crítico realista e sem tendências. Não colocarei panos quentes ou encobrimentos nas barbáries da Rússia sobre os povos que já caíram no seu jugo, e, no caso objetivo, os georgianos, abcásios e ossetas. Abordarei o “xadrez” geopolítico imperialista a que os “senhores da guerra” da Rússia e das Potências Ocidentais jogaram a Geórgia, como se fosse reedição da mais sangrenta e destrutiva das guerras já havidas, a “Guerra Fria”.
A Geórgia possui 69.700 Km2 e 4.600.000 habitantes. Note-se as proporções reduzas da Geórgia, cujo território é pouco maior que o Estado da Paraíba. Os territórios da Adjária, Ossétia do Sul e Abcásia são comparáveis a municípios brasileiros. Também a posição estratégica tem valor limitado para as potências ocidentais, face à dificuldade de manutenção ou simples defesa da posição numa agressão russa. Já para a Rússia, sendo país lindeiro, a Geórgia é mero quintal, considerada extensão provincial desse império expansionista.
A grande maioria dos georgianos são cristãos ortodoxos. Devido à incipiente economia, aos conflitos separatistas, à ameaça russa, e à baixa natalidade, a população georgiana vem reduzindo-se após a recente independência. A população da Geórgia reduziu-se, após 1990 até hoje, em mais de 1 milhão de habitantes, a maioria dos quais imigrou para a Rússia; porém parte seguiu para diversos outros países.
A história da Geórgia, nos últimos 200 anos, é marcada pela dominação russa. Em 1801/1803, os russos incorporaram a Geórgia. Durante a Revolução Russa, a Geórgia recuperou a autonomia entre 1917 e 1921/1924, e após foi subjugada e ocupada pelo Exército Vermelho. Em 1936, foi oficialmente transformada numa das repúblicas da União Soviética. Em 1991, com o fim da União Soviética, a Geórgia tornou-se novamente independente.
A Geórgia divide-se em 2 repúblicas autônomas (Adjária e Abcásia), 9 regiões e 1 municipalidade (Tbilisi). As repúblicas autônomas e as regiões subdividem-se em distritos e cidades. A Ossétia do Sul corresponde, na divisão político-administrativa da Geórgia, a 2 distritos (Java e Tskhinvali) pertencentes à Região de Shida Kartli. Entretanto, Abcásia e Ossétia do Sul proclamaram-se independentes da Geórgia.
A Adjária, capital Batumi, com 2.900 Km2, possui 380.000 habitantes, dos quais 93,4% são georgianos, porém mais da metade muçulmanos. A despeito de vozes e iniciativas separatistas, o separatismo não prosperou, e o status de república autônoma dentro da Geórgia tem aceitação atual da maior parte da população.
A Abcásia, capital Sukumi, tem 8.600 Km2, com uma população tida atualmente como em torno de 250.000 habitantes. A população da Abcásia, em 1991, era formada por 50-60% georgianos, 20-30% russos e 18% abcásios. Os abcásios, assim como os georgianos e russos, são em maioria cristãos ortodoxos. O conflito separatista resultou num processo de limpeza étnica absoluta, com a evacuação de toda a população (350.000) georgiana. Os georgianos viram-se forçados ao êxodo em massa, e a formarem campos de refugiados, com precariedades, carências, sob clima rigoroso, abandono, medo de ataques... Essa condição fez boa parte dos georgianos expulsos da Abcásia optar por migração definitiva. Parte dos refugiados mudou-se para outras áreas da Geórgia ou para outros países, sem perspectivas de retornar.
Os georgianos, na Abcásia, foram minoria relativa, menos da metade da população, até antes dos anos 1930 a 1940. Durante a década de 1930-40, Stalin promoveu a migração de milhares de georgianos para a Abcásia, bem como provocou a saída de abcásios para diversas regiões da União Soviética, ao tempo em que foram deslocados também russos para a Abcásia. Dessa forma, criou-se ampla maioria de georgianos, ao lado de significativa parcela de russos, restando pequena minoria de abcásios.
A Abcásia foi um reino independente entre 730 e 1578, quando foi incorporada ao Império Otomano. Em 1810 tornou-se um protetorado russo, sendo formalmente anexada em 1864. Em 1921 tornou-se uma república socialista soviética autônoma, como parte da Geórgia. À queda da União Soviética, ao tornar-se independente a Geórgia, em seguida a Abcásia proclamou-se independente. À reação da Geórgia, na Abcásia os separatistas, com apoio dos russos, impuseram revés militar, tomaram o controle de mais de 80% do território, e expulsaram toda a população georgiana.
A Ossétia do Sul é um território de 3.900 Km2, com 70.000 habitantes, 65% ossetas e 25-30% georgianos. Atualmente está em andamento processo de limpeza étnica, que vem forçando os georgianos a refugiarem-se noutras áreas da Geórgia. A Ossétia do Norte, na Rússia, é um território de 8.000 km2, com 720.000 habitantes, sendo 85% ossetas, 10% russos, e 5% várias minorias.
Os ossetas originaram-se dos alanos, uma das tribos sármatas. Para saber mais sugiro que se pesquise na Wikipédia, através das palavras Cítia, amazonas, Sarmácia, alanos, Alânia, Ossétia do Norte, Ossétia do Sul, e ossetas. Os ossetas habitam em números aproximados: 600.000 na Ossétia do Norte, 500.000 noutras regiões da Rússia, 100.000 na Turquia, 50.000 na Ossétia do Sul e 40.000 noutras áreas da Geórgia. Outros 100.000 vivem na França, Suécia, Síria, Estados Unidos, Canadá, e alguns outros países.
Os ossetas converteram-se ao cristianismo no início da Idade Média. Habitavam a região ao sul do Rio Don, na Rússia, de onde foram expulsos pelos mongóis, na primeira metade do Século XIII, e estabeleceram-se na região do Cáucaso, aproximadamente na área que ocupam atualmente. A maior parte da população, e a maior área ocupada, situou-se no lado norte da Cordilheira do Cáucaso, e uma minoria estabeleceu-se no lado sul do Cáucaso
Por influência dos cabardinos, vizinhos a oeste da área ao norte da Cadeia do Cáucaso, boa parte dos ossetas converteram-se ao islamismo. A Ossétia do Norte caiu sob o domínio russo desde 1767. Durante o domínio russo houve uma recristianização dos ossetas do norte, resultando em ampla maioria de cristãos ortodoxos. Atualmente, mais de 60% do total dos ossetas são cristãos ortodoxos, e mais de 30% são muçulmanos.
A pequena parte dos ossetas ao sul do Cáucaso originou o histórico principado georgiano de Samachablo. A comunidade osseta ao sul do Cáucaso esteve sempre em relativo distanciamento e distinção em relação à comunidade localizada ao norte. A Cordilheira do Cáucaso constitui uma barreirra isolante, ainda que atualmente um túnel viabilize a facilitação de comunicação entre o sul e o norte.
Na Ossétia do Sul pouco mais de metade dos ossetas são cristãos ortodoxos e pouco menos da metade são muçulmanos. Parte da população da Ossétia do Sul, ainda que mero discurso de momento e conveniência, diz querer após a independência unir-se à Rússia, formando uma unidade integrada com a Ossétia do Norte. Havendo a independência num primeiro momento será difícil a incorporação à Rússia, porém, à luz da História, a médio prazo o imperialismo russo anexará a Ossétia do Sul e/ou a Abcásia, na primeira oportunidade.
A Geórgia está nas mãos dos “senhores da guerra” de vorazes impérios predadores, sanguinários e genocidas. De um lado os USA e Europa Ocidental, e do outro lado a Rússia. A Rússia está interessada em apossar-se da Abcásia e Ossétia do Sul, ou pelo menos tê-las inicialmente, atreladas em aliança, como países independentes. A Rússia passou a agir num duplo jogo, em que, ao tempo que dava condições aos separatistas abcásios e ossetas de se imporem à Geórgia, queria manter a Geórgia sob o seu jugo dentro da CEI.
De outro lado, os USA, Europa Ocidental e Israel conduziram a Geórgia em direção ao desejo de integrar-se à OTAN, e até à União Européia. Entretanto, a Geórgia é um pequeno e frágil país, junto à fronteira russa, e numa região distante de qualquer base sustentável das potências ocidentais. Com isso os “senhores da guerra ocidentais” não tem como fazer nada para proteger a Geórgia da Rússia. Contudo, será um enclave asiático inserido entre a Rússia e Países Muçulmanos. Se a Rússia decidir-se a invadir a Geórgia, só restará assistir, blasfemar, e acolher os refugiados georgianos; ou, como aconteceu na Chechênia, se quer haver refugiados e o mundo calar-se diante dos fatos.
Em nome da defesa de russos, invasores plantados em todos os países que estiveram sob o jugo soviético, e do apoio a povos aliados, a Rússia age desimpedida em impor seus interesses sobre os países vizinhos. Também abcásios e ossetas, na Geórgia, referem-se como detentores de nacionalidade russa. Tanto a Rússia deu condições bélicas aos separatistas, que a Geórgia não tem condições de enfrentar, como tem a título de “força de paz” mantido tropas dentro dos territórios georgianos separatistas. A Rússia quer impor a sua geopolítica sobre a Abcásia e Ossétia do Sul, assim como sobre a Geórgia.
Sem alternativa o governo georgiano resolveu forçar a que as cartas fossem postas na mesa. A jogada do governo georgiano foi deixar claro que, se a Rússia quer tirar a Abcásia e Ossétia do Sul da Geórgia, não conseguirá de uma forma que pareça que não foi ela quem fez. A intenção georgiana foi colocar a Rússia num dilema: - Se ganha o quer para a Abcásia e Ossétia do Sul, irá ver a Geórgia aderir à OTAN.
A ilusão do governo georgiano foi contar com apoio efetivo dos USA, Europa Ocidental e Israel. As potências ocidentais querem que a Geórgia venha para o seu bloco ocidental movida pela própria desgraça, e não por sacrifícios das potências ocidentais para defendê-la, o que se quer poderia ser sustentado. Restará à Geórgia perder as duas regiões separatistas, e como resposta aderir à OTAN.
Contudo, a Geórgia não estará segura dentro da OTAN. Cada vez que ressurgirem os separatismos muçulmanos das áreas sob jugo russo na região do Cáucaso, a Rússia ameaçará a Geórgia por dar apoio à “terroristas”. É claro que a Geórgia tornar-se-á simpática a separatismos de nações subjugadas pela Rússia. É provável que servirá de base a interesses dos USA e Potências Ocidentais em fomentar separatismos nas repúblicas caucasianas russas. Também a Geórgia não estará livre de futuros conflitos com a Abcásia ou Ossétia, depois de independentes, que serão transformadas, pela Rússia, em bases bélicas e belicosas.
As potências ocidentais acenaram com a defesa da integridade territorial da Geórgia, e a Rússia topou a quebra de braço, e pôs suas tropas na Ossétia do Sul. Cheque-mate, está demonstrado que a Rússia entra e sai do território da Geórgia como e quando quiser. Agora as potências ocidentais querem ocultar que haviam blefado, proferindo bravatas e dissimulações da armadilha em que mergulharam a Geórgia. As Potências Ocidentais manipulam pragmáticas e cruentas a atração da Geórgia para a OTAN, pretendendo um engenho de marionetes com Geórgia, Abcásia, Ossétia do Sul e Rússia.
Quer-se, agora, acusar a Geórgia de dar o primeiro tiro, e de suas tropas terem “invadido” a Ossétia do Sul, quando se sabe que os tanques russos estavam entrando na Ossétia do Sul, dentro da Geórgia; e sabe-se também os fatos anteriores tanto relativos à Ossétia do Sul, como à Abcásia. A Rússia age por todos os meios de imperialismo e barbárie, a exemplo do que também fazem as potências imperialistas ocidentais, e chega mesmo a falar em estar agindo em “legítima defesa de russos”.
A Ucrânia olha neutra, mas entra igualmente nesse jogo, com seu domínio sobre a Criméia, habitada por tártaros muçulmanos. Se a Ucrânia não for submissa ao que a Rússia quiser, os russos a farão perder a Criméia. A Ucrânia está submetida a uma aliança com a Rússia, que mascara dominação russa. A própria independência da Ucrânia é muito sensível em relação à Rússia. Há uma certa unidade, além de união (aliança), com a Rússia. Os idiomas russo e ucraniano são entre si tão ou mais similares que o português e o espanhol, além de que a maioria dos ucranianos é bilíngüe, e, ainda, sendo mais de 17% da população da Ucrânia constituída por russos. Lembremos, entretanto, que os ucranianos, a exemplo de todos os países que integram a CEI, são sobreviventes das barbáries, atrocidades, limpezas étnicas, genocídios e russificações cometidos pela URSS, pela RÚSSIA.
Ainda sobre o genocídio de ucranianos têm-se, na Wikipédia, uma página esclarecedora. Entretanto, é preciso saber que o mesmo genocídio, também pela fome, foi cometido pelos russos sobre os demais povos não-russos da URSS. Ainda que a página da WEB em referência seja dedicada ao Holodomor, genocídio pela fome de ucranianos, tenha-se em conta que o mesmo genocídio ocorreu contra outros povos não-russos na União Soviética. Leia-se em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Holodomor Repito, não se descarte que o genocídio praticado por russos sobre povos não-russos ainda incluiu expurgos, deportações, limpezas étnicas, dizimações por doenças e desassistências várias, morticínios por execuções e violências e ataques diversos, e outros meios...
Igual situação à da Ucrânia, tem a Bielorússia. Os russos são 11,4% da população da Bielorússia, porém, além de que a maioria da população é bilíngüe, o bielorusso pode ser considerado um dialeto do russo, tamanha a semelhança. A projeção russa sobre a Bielorússia é de mero quintal, mera extensão e província do Império Russo.
Situações próximas ocorrem com as repúblicas bálticas, ainda que estejam buscando sair do jugo russo através da aderência à União Européia e OTAN. O caso mais acentuado é da Estônia, que tem mais de 25% de sua população formada por russos e mais de 5% de outros imigrados da ex-União Soviética. Também os estonianos foram forçados à diásporas com destino a diversas regiões da ex-URSS, e hoje a grande maioria habitam na Rússia e outros países antes soviéticos. Ainda que esteja perdendo força, o russo foi a língua principal de mais de 30% da população estoniana, e em tempos passados toda a população foi submetida a aprendê-lo como 2ª língua compulsória.
O idioma estoniano é muito próximo do finlandês, e bem diferenciado do russo, assim como os estonianos são etnicamente relacionados com os finlandeses. Há uma grande afinidade entre os estonianos e os finlandeses, e são muitos os estonianos que migram para a Finlândia. A Finlândia também pagou o preço da proximidade com o Império Russo, sofrendo invasões, ocupações, derramamentos de sangue, e perda de territórios. A Carélia russa e a Península de Kola foram tomadas aos finlandeses. Também os países da Europa Central e Balcânica, e a Alemanha Oriental sofreram as barbáries do imperialismo russo.
Da mesma forma, sobre a Moldávia os russos armaram seu medonho imperialismo. Parte da Moldávia, habitada por invasores russos, ameaça com separatismo, se os moldávios, que são um povo romeno, reunificarem-se à Romênia. Vão mais longe os russos, e dão força a autonomismos ou separatismos de outras minorias da Moldávia, como gagauses. Na Moldávia, a Transnistria, onde se concentram os habitantes, invasores impostos por Stalin, de origem russa e ucraniana, declarou-se, unilateralmente, independente, e se mantém autônoma de fato, com garantia de intervenção russa se for confrontada pelos moldávios. Ainda assim, na Transnistria os moldávios (romenos) são maioria, e russos e ucranianos são, cada grupo, 14-15%, totalizando pouco mais de 30% os invasores vindos de partes da ex-URSS.
Situação similar tem-se também na Ásia Central. Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Quirguistão e Tadjiquistão, são países com forte presença de invasores russos. Também a integração à CEI para esses países é quase uma continuidade da ex-União Soviética. Há discursos de ampliar a autonomia em relação à Rússia, mas se sabe que o imperialismo russo apenas aguarda o momento de avassalar ou anexar novamente esses países. Não faltaram influências russas também em separatismos no Azerbaidjão e Armênia. E não esqueçamos também a presença dos russos no Afganistão, agora substituídos por invasores predadores e imperialistas não menos piores .
Também a Mongólia, mesmo após o fim da URSS, ainda vê-se retida aos grilhões do imperialismo russo. Parte da população mongol já deseja voltar ao uso da escrita chinesa, ou adotar o alfabeto latino, como um meio de distanciar-se dos russos. Também o idioma russo, que chegou a ser falado pela terça parte da população, vem sendo paulatinamente dispensado. Uma vez adotada a escrita chinesa, por ser uma escrita ideográfica, haverá completa integração lingüística com a China, nem mesmo havendo nenhuma necessidade de aprender a falar o chinês. Além disso, aos 3,8 milhões de habitantes da Mongólia, soma-se o idioma mongol ser falado por quase 4 milhões de mongóis que constituem 17% da população na Mongólia Interior, região autônoma na China.
Tem, ainda, Cuba, que a URSS, usou para espalhar pelos 4 ventos cães de guerra. Os cães de guerra cubanos, nutridos e amestrados pelos russos, derramaram sangue, e levaram destruição, em várias partes da África e das Américas. Também, em muitos outros países, tivemos guerras ou insurreições sangrentas provocadas por títeres da Rússia, em nome da “Revolução Comunista”. Sugiro, a todos, que ao menos pesquisem, por exemplo na Wikipédia, a história das ações russas. Pode-se usar como palavra de procura o nome de todos os países que integraram a URSS, e também outros países comunistas, além dos links abertos sob o nome Stalin.
Sugiro, ainda, que se leia o artigo “Esses conflitos mal extintos que incendeiam o Cáucaso”, de Jean Radvanyi, em: http://www.infoalternativa.org/asia/asia019.htm
Dirão todos que, comparados à Rússia, não são menos piores, por seus passados e presente, também USA, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Japão, e, conforme visões particulares, mais alguns outros países. E daí... isso diminui em algo o que a Rússia fez e segue fazendo com todos os povos sobre os quais lançou seu imperialismo?
Enquanto isso... numa certa parte desta Galáxia, há um país que constrói, graciosa e gratuitamente (ou melhor, a peso de interesses internos e externos lesa-pátria e moeda sonante!), suas futuras Abcásias e Ossétias...
A título de curiosidade:
- Na antiguidade, os habitantes da Geórgia eram também denominados iberos, em razão do reino caucasiano da Ibéria, que muito confundia os geógrafos antigos, que pensavam que este termo só se aplicava aos habitantes da Península Ibérica. (Fonte: Wikipédia)
- Josef Stalin, nascido em Gori, na Geórgia, teve por pai um osseta com aculturação georgiana. (Fonte: Wikipédia) O monstro Josef Stalin foi responsável por dizimações, diásporas, genocídios, limpezas étnicas e russificações, entre todos os povos não russos subjugados à soberania soviética, e em que se incluem abcásios e ossetas.
Neste artigo serei crítico realista e sem tendências. Abordarei o “xadrez” geopolítico imperialista a que os “senhores da guerra” da Rússia e das Potências Ocidentais jogaram a Geórgia, como se fosse reedição da mais sangrenta e destrutiva das guerras já havidas, a “Guerra Fria”.

Comentários
#1 Propaganda enganosa...
Incrível o poder da propaganda enganosa...
O monstro Josef Stalin era aclamado e adorado pelo povo como o "pai das minorias"!
Veja em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Stalinismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Stalin
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