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Perda de tempo

Enviado por gian.silva (não verificado(a)) em 5. Março 2007 - 21:00
Resposta ao debate: 
Como enfrentar o turismo sexual?

Combater o turismo sexual é uma opção idiota, pois os turistas só vêm devido ao baixo valor que as prostitutas daqui cobram em relação às de seus países de origem.
A forma de evitar esta prática é fazendo com que as mulheres daqui não necessitem prostituir-se, ou ao menos que se o fizerem não o façam por valores aviltados.
Em resumo, melhorando as condições de emprego e renda do país.
A turista sexual não é, a princípio, uma pessoa pervertida. É apenas alguém que sabe fazer contas. Se ela se sente confortável em pagar por sexo e encontra países onde o seu dinheiro é capaz de comprar mais horas disso, é lógico que irá àqueles países.
A prostituta também não é, a princípio, uma pessoa pervertida. É alguém que vende um serviço para o qual existe ampla procura.
A conjugação da disposição de uma pessoa por comprar e de outro por vender cria o mercado da prostituição o país.
Querer coibir este mercado vai apenas alimentar o submundo e a criminalidade. A opção é fazer com que a mão-de-obra para este mercado se torne mais escassa, criando para os que necessitam se prostituir alternativas de renda mais atrativas do que a prostituição.
Os que querem coibir o turismo sexual partem do pressuposto que todos os turistas que procuram fazer sexo fora de seus países estão em busca de práticas ilegais, como a pedofilia, e por isso deveriam ser mandados de volta para casa. Mas isso é no mínimo uma simplificação preconceituosa.
Uma verdade é que a grande maioria dos que viajam ao exterior, incluindo aí os brasileiros, não repudiariam a possibilidade de manter relações sexuais com os nativos. E outra é que todo o marketing brasileiro é feito através da "sensualidade nata" de seu povo. Querer coibir o turismo sexual aqui será o mesmo que fechar as portas do país a quase todos os estrangeiros que aqui aportam, pois também estes poderiam ser considerados turistas sexuais já que têm a intenção de receber sexo, pago ou não. Imaginem quantos turistas viriam ao carnaval se fosse vedado a estes o sexo.
O que precisamos mesmo é que nosso Estado pare de dificultar o surgimento de negócios e o empreendedorismo. Isso fará com que um ciclo de prosperidade torne a prostituição apenas mais uma possibilidade, não a única, para uma infinidade de homens e mulheres de nossa nação.
Quando isto acontecer o preço do sexo irá subir, e as levas de turistas sexuais de baixo poder aquisitivo dos países ricos encontrarão outras praias para aportar.
O sexo pago continuará existindo, mas as ligas de senhoras católicas e congêneres não precisarão mais se horrorizar com as cenas mais explícitas, e o debate deixará de fazer sentido.
De resto, basta que se aplique a lei à todos, turistas ou não, de modo que os abusos que hoje ocorrem deixem de ocorrer.

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