O filósofo francês Luc Ferry é um pensador estimulante. Chama-nos a atenção para fenômenos que estavam nos passando despercebidos e ousa questionar o chamado politicamente correto.
O editorial desta quinta-feira (23) da Folha de S. Paulo veio ao encontro de uma afirmação jocosa sobre o presidente Lula: a de que ele é o pai dos pobres e a mãe dos banqueiros.
Com seu eficiente serviço de pesquisas e acompanhamento dos indicadores da economia, o jornal permite-nos dimensionar bem a quantas anda o ágio bancário no Brasil.
Resumo:
O Brasil é o campeão mundial do ágio bancário nos últimos anos, mas o Governo continua reduzindo os juros básicos sem exigir uma contrapartida das casas de agiotagem, vulgo bancos.
No programa radiofônico semanal Café com o Presidente, o nosso bom Lula voltou, singelamente, a cobrar dos bancos que levem em conta o bem comum, ao invés de se comportarem como rapinantes insensíveis durante a crise global do capitalismo.
"o comportamento desatinado de cada empresa"
As empresas, me permita essa correção apenas nomenclatural, não possuem corportamento, ou agem. Alguém as dirige e é o comportamento desse humano diretor, uma pessoa, por mais que eleita e aplaudida ou determinada por grupos a agir dessa ou daquela maneira, que determina a ação da empresa.
Resumo:
"o comportamento desatinado de cada empresa"
As empresas, me permita essa correção apenas nomenclatural, não possuem corportamento, ou agem. Alguém as dirige e é o comportamento desse humano diretor, uma pessoa, por mais que eleita e aplaudida ou determinada por grupos a agir dessa ou daquela maneira, que determina a ação da empresa.
Faço esse preambulo para explicar que um homem de natureza sádica pode fazer tanto mal à sociedade que dirige quanto um homem mal informado, pois esse último pode não saber, por indolência, ou qualquer outra razão, do que ocorre com as famílias dos desempregados. Evitando, ainda que por desejo e vontade própria tais informações ele se redime e nem mesmo chega a sentir a culpa que tem.
Empresas não são culpadas. Seus dirigentes sim.
Cabe a quem impedir que o povo venha a sofrer com os problemas financeiros de quem deu passos maiores que suas pernas?
Confesso que não sei, mas imagino, com ponderação, que o Governo é o responsável pelo povo. Imagino que o empresário vise lucro. Imagino que o povo vise vida. Qual vale mais?
Valores discutimos, correto?
As corporações não estão nem aí para os esforços de superação da crise global do capitalismo. Querem é posicionar-se para o "day after", pretendendo sair melhor da recessão do que estavam ao nela entrarem. En passant, atiram insensivelmente seres humanos na rua da amargura.
A preocupação exclusiva dos bancos durante a crise global do capitalismo é a de salvarem a si próprios, sorvendo avidamente o oxigênio de que os setores produtivos carecem para não sufocarem.
Lula trombeteava uma previsão de crescimento do PIB brasileiro da ordem de 4% em 2009, mas a crise capitalista fez minguar cada vez mais a projeção, agora na casa de 1,5%.
Na última terça-feira (10) o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução política que representa, na prática, uma volta às posições defendidas pelo partido antes da eleição presidencial de 2002.
Como pano de fundo está a recessão que se aprofunda no mundo capitalista, com possibilidade de virar depressão e sem final previsível.
Falta alguém no debate sobre a punição dos responsáveis pelas atrocidades cometidas pela ditadura de 1964/85: os mandantes em geral e, particularmente, os signatários do famigerado AI-5, cuja triste memória foi evocada nos últimos dias.
A mim, mais do que os pittbuls em si, repugnam-me os presumivelmente civilizados que tiraram a coleira dos pittbuls.