Não sei até onde um escritor pode aceitar, sem resistências, alterações numa língua, já que se trata de um nível intelectual em que há afinidade com o que se diz língua erudita. Uma pessoa de elevada qualificação no trato da língua pode adquirir ciosidade de suas formações etimológicas e por seus aspectos de erudição. Isso é natural.
Resumo:
Além das reformas já implementadas, outras reformas deveriam já estar sendo preparadas. O idioma português tem muitas mudanças que seriam necessárias. Darei uma idéia, do que é minha visão, de mais alterações que se poderia fazer na língua portuguesa. Sei, entretanto, que isso é polêmico, gera controvérsias e contradições, é muito paradigmático. No texto do artigo dou detalhes disso que falo.
Agora, a unificação ortográfica tornou-se viável, de certa forma respeitando-se ainda o critério fonético ( ou da pronúncia) em que se baseia na ortografia portuguesa. Mas desde logo um fato que nos tranqüiliza: morreu o trema em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Era um sinalzinho que não servia mesmo para nada. Cabe-nos denunciar os maus uso da língua nessas formas de comunicação, para que seus erros não venham a ser motivo de vergonha para nós.
Realmente eu não saberia dizer se a padronização fere a identidade da Nação, mesmo depois de estar eu passando por tais modificações pela terceira vez. No entanto é certo que as alterações ortográficas que vêm ocorrendo, impingem ao nosso idioma uma séria descaracterização.
Resumo:
Mesmo passando por uma alteração ortográfica pela terceira vez, não sei se a língua portuguesa perderá a sua identidade. No entanto, aposto que o nosso idioma continuará gramaticalmente de viço agreste, desconhecido e obscuro, rude e doloroso.