Face a certas tragédias sobre as quais jornalistas e leitores cansavam de repetir o mesmo blablablá que nada resolve, Paulo Francis costumava ironizar: "muito sofre quem padece".
Obama anunciou que vai mandar mais 30 mil soldados para o Afeganistão. Fica cada vez mais claro que quem governa os EUA não é o Presidente, mas a CIA e o Pentagono (cujas agendas o habitante da Casa Branca é obrigado a cumprir).
Agora nós já podemos chamar o presidente dos EUA de "Barracks" Obama.
Barracks = Quartel em inglês
Resumo:
Nós não podemos comandar os EUA, mas podemos puxar a orelha do seu comandante.
Os genocídios e atrocidades perpetrados por Israel durante sua campanha de intimidação dos palestinos em dezembro/2008 e janeiro/2009 foram veementemente condenados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, em relatório divulgado nesta terça-feira (29).
Segundo o documento, a ofensiva de Israel foi direcionada contra "o povo de Gaza em conjunto", configurando "uma política de castigo".
"É preciso sermos muito duros, muito estritos, não podemos admitir sob nenhum conceito que alguém se ache no direito de poder derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise hondurenha, em entrevista radiofônica que concedeu nesta terça feira em Paris.
Resumo:
"... se a parada tiver de ser resolvida pela força, com o envio de tropas da OEA para garantir a devolução do poder ao presidente deposto Manuel Zelaya, a iniciativa de transformar as palavras em atos cabe a Lula. Aconselho as redes bolivarianas a lhe cobrarem isto."
Apesar das belas palavras de Obama no Cairo os EUA:
1) mantiveram a invasão militar do Afeganistão e Iraque;
2) continuaram a ameaçar o Irã;
3) não desmantelaram seu arsenal nuclear, nem fecharam suas mais de 600 bases militares;
4) não reduziram as despesas militares;
5) não fecharam as prisões militares nem tampouco iniciaram os processos para punir os criminosos de guerra americanos (Bush, Cheney, Rumsfeld, Condolezza
Rice, Paul Wolfowitz e outros)
Para mim, não existe diferença qualitativa entre Obama e Bush. Os EUA continuam a ser uma imensa máquina burocrática militar que emprega a força como principal
instrumento de política externa. É verdade que Obama fala mais bonitinho que seu antecessor, mas suas palavras ainda são vazias.
Discursando no Cairo, o presidente dos EUA se propôs a iniciar um novo relacionamento com os islamitas, ao mesmo tempo em que fez autocrítica pública por crimes e erros cometidos por seu país, como a invasão do Iraque para derrubar Saddam Hussein, as torturas da CIA e o alinhamento incondicional com Israel em detrimento do povo palestino.
Semana passada as redes de TV mostraram um Obama contrariado informando que as fotos de prisioneiros torturados não seriam divulgadas. Os telejornalistas enfatizaram que quando era candidato Obama havia prometido o oposto. Nada mais.
Mas há uma questão fundamental.
A constituição dos EUA prescreve que o Presidente é o comandante das Forças Armadas daquele país. Isto quer dizer que qualquer militar que descumpra uma ordem presidencial pode ser punido. Foi o que ocorreu com general George S. Patton. Apesar de ser herói de guerra e condecorado, Patton perdeu seu comando porque desobedeceu um comando do Presidente dos EUA.
Quando Patton era general o Presidente norte-americano ainda mandava nos militares. E agora? São os militares que mandam no Presidente dos EUA?
O episódio das fotos sugere algumas questões que poderiam ter sido discutidas pelos telejornalistas brasileiros. Mas para fazer isto eles teriam que desobedecer algumas regras que eles mesmos inventaram.
Enviado por Jornal de Debates (não verificado(a)) em 14. Abril 2009 - 15:20
O presidente Barack Obama suspendeu nessa segunda-feira,13/04, algumas restrições contra Cuba, permitindo viagens e remessas de dinheiro à ilha. A decisão será apresentada de forma oficial durante a 5ª Cúpula das Américas, que acontecerá de 17 a 19 de abril em Trinidad e Tobago.
Resumo:
O presidente Obama suspendeu algumas restrições contra Cuba, permitindo viagens e remessas de dinheiro à ilha e facilitará as comunicações. Há ainda a possibilidade de abertura de voos comerciais diretos entre os EUA e o país comunista.
Enquanto o Brasil vive suas calamidades: enchentes, desemprego por causa da crise, insegurança nas grandes capitais,o Presidente Lula é elogiado em Londres pelo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e tira fotos ao lado da Rainha da Inglaterra e diz que "se fôr necessario dar dinheiro ao FMI e se isso não diminuir nossas reservas, não vemos problema algum".