Diálogo Educação & Arte
Luiz Domingos de Luna*
Educar é provocar mudanças, porém se não existir alteração no universo de visão interior, de conhecimentos, de atitudes, de posturas, de leitura social, com certeza não haverá educação de qualidade ao repasse dos educandários públicos e particulares.
Alterar esta variante na objetiva do aprisionamento do conhecimento deve ser função da escola. Assim se pode afirmar que “a avaliação do aluno é a aferição do nível de conhecimentos oferecido pela própria casa de ensino; pois, uns estão vitoriosos, outros nem tanto e vários simplesmente estão mal”. - Os que estão mal recebem algum estimulo para mudar? Ou recebem apenas cobranças, cobranças e mais cobranças... Por que tantas cobranças? - Acredito que a escola cumpre bem o seu papel na função de educadora, pois ela só cobra o que ela mesma oferece, não dá para mudar a escola, dá para mudar o aluno, Tem que mudar a postura do aluno, do contrário, reprovação nele. - Isto está certo? - Claro, a escola ensina o aluno aprende, se não aprender tem repetência no final do ano e dá certo, isto é uma certidão. -Terminada esta certidão o aluno vai atuar onde? - Vai atuar na sociedade, - Na sociedade? - Com certeza, o aluno passa a ser um produto da sociedade.
Se o aluno atuar bem, tiver uma função de relevância social, uma boa posição no mercado de trabalho, sempre terá uma escola para assumir a paternidade, os louros, os brios, a vitória, as raízes educacionais, às vezes tem até uma disputa “Família e Escola” para avaliar quem foi o responsável pela honra, pelo mérito.
É só alegria, alegria pura. – E se der errado quem foi o culpado? - O Aluno, o aluno fez sua própria desgraça. - Mas a escola ofereceu a este aluno a possibilidade de mudança? - Com certeza, a escola fez o de sempre, deu oportunidade para absorver o conhecimento, aprender a fazer leitura educacional e social, orientação sobre: as mais variadas ciências, pinturas, músicas, artes cênicas, esportes. Enfim, fez tudo: dialogou inúmeras vezes, exaustivamente com este aluno, com a família, com a comunidade...
Dedicou-lhe todo o tempo possível para que a mudança acontecesse. – Mas... - Mas o quê? - Mas infelizmente não aconteceu. - Como não aconteceu? Aconteceu “com a mesma tenacidade, a mesma garra, a mesma determinação o que mudou foi apenas o sentido da seta”. - Que seta? - (a seta do dar certo, ou dar errado?) -Entendi, o problema não está em fazer a educação, mas em como fazer a Educação para atender as necessidades da sociedade. – Exatamente
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(*)Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio monsenhor Vicente bezerra / Aurora - Ceará
O Supremo Tribunal Federal-STF, considerou inconstitucional a exigência do diploma para o exercicio da profissão de jornalista, mas contrariando a decisão da Suprema Corte da Justiça do Brasil, um pequeno grupo de jornalistas e estudantes de comunicação, se manifestaram contra a decisão do STF, e pressionaram alguns parlamentares no Congresso Nacional a apresentarem propostas de Emenda Constituci
Resumo:
Porque alguns jornalistas resistem e não aceitam a decisão do STF, que extinguiu a obrigatoriedade do diploma de jornalista, para o execício da profissão?
Parece que estamos perdendo a memória, já passamos por isto em tempos de exceção, quando fomos às ruas lutar por liberdades democráticas, e não o fizemos para presenciar agora atos como estes, em São Paulo e no Amazonas. A quem cabe agir, se o executivo estadual é fraco, conivente, ou mesmo responsável? Ao Ministério Público? Em última instância, à própria sociedade, através de pressão popular. Vamos à luta.
Enviado por professorgilsonmonteiro (não verificado(a)) em 12. junho 2009 - 19:32
Um auditório da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi invadido há um mês, um professor agredido a socos e pontapés e ameaçado de morte pelo irmão do vice-governador do Estado e nenhuma autoridade se manifestou publicamente para condenar o ato.
Resumo:
Um auditório da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi invadido há um mês, um professor agredido a socos e pontapés e ameaçado de morte pelo irmão do vice-governador do Estado e nenhuma autoridade se manifestou publicamente para condenar o ato. O campus universitáro sempre foi o local sagrado, abrigo para os perseguidos pelas ditaduras e agora se tranformou em alvo de novos-ricos, certos da impunidade, a ponto de terem a pachorra de o invadi-lo em pleno Século XXI. Como barrar essa escalada de violência se nenhuma autoridade condena o ato de terror e garante que os valores do estado democrático de direito são superiores aos quereres dos novos poderosos?
Em março deste ano escrevi um artigo no JD, sobre a possivel interferência do governo e do Congresso na internet, visando criar projetos para coibir a "Livre expressão de pensamento da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença", (Art.
Está chegando o momento em que os brasileiros terão que entupir a Comissão de Direitos Humanos da OEA e a Corte de Justiça da ONU de reclamações contra o Brasil. E a culpa desta avalanche de processos internacionais será do Poder Judiciário.