A principal notícia sobre o escritor italiano Cesare Battisti é a de que no próximo dia 18 ele completará três anos de prisão abusiva -- porque injusta e injustificável -- no Brasil.
Depois de um ministro guerreiro (Joaquim Barbosa), foi a vez de um sofisticado (Marco Aurélio Mello) colocar o dedo na ferida do Supremo Tribunal Federal, chamando às falas o inacreditável presidente Gilmar Mendes.
Fê-lo no final de sua histórica decisão de negar o habeas corpus ao governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda:
Há bem pouco tempo, por ocasião do início da crise do grampo no STF, Gilmar Mendes veio a público e em tom severo de comando chamou o Presidente da República “às falas”. Não faz muito tempo que Mendes disse no JN que o MST é um movimento criminoso. Nestas duas oportunidades o Presidente do STF emitiu opiniões públicas sem qualquer provocação processual formal.
Em 20/10/2009 Gilmar Mendes apareceu no Jornal Nacional duas vezes. Na primeira para criticar a suposta campanha de Lula nas inaugurações de obras públicas. Na segunda para dizer que, em razão do aumento da violência, a política externa do Brasil deveria ser revista.
Resumo:
O Presidente do STF está virando um verdadeiro bufão da república.
Após ter morrido o debate jornalístico sobre o incidente entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa no STF, o Jornal do Advogado da OAB/SP (nº 339, maio/2005) requentou o tema. Nada de novo foi trazido sobre o assunto. Novidade mesmo é a linguagem empregada pelo autor do artigo. A começar pelo título.
Resumo:
Menos senhor D'Urso... Nem todos os advogados apóiam Gilmar Mendes ou o senhor.
Se os problemas fossem restritos a Gilmar Mendes, bastaria esperar até abril de 2010 para que o ministro retornasse à irrelevância plenária. O “espírito Mendes” infecta cada corredor, cada cadeira almofadada, cada elevador do Judiciário brasileiro.