Ives Gandra Martins é um advogado tributarista que ensina a grandes clientes como pagarem menos, ou nenhum, imposto de renda.
Ou seja, presta relevantes serviços à causa da desigualdade social, já que alivia os ricos das mordidas do leão, enquanto os pobres, não contando com assessoria jurídica da mesma qualidade, acabam se sujeitando a tributos injustos e até ilegais.
"O que dá pra rir dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora e lugar
Mas tudo são coisas da vida"
(Billy Blanco, "Canto Chorado")
Na noite desta 3ª feira (5), as dezenas de postagens no YouTube referentes aos comentários que o apresentador Boris Casoy inadvertidamente fez sobre os garis no Jornal da Band já haviam sido vistas 2,5 milhões de vezes.
Pela segunda vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçou firmemente as pressões italobrasileiras para influenciar sua decisão no Caso Battisti.
A Folha de S. Paulo concedeu ao cientista político Cesar Benjamin, nesta 4ª feira (2), espaço mais do que suficiente (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0212200920.htm) para ele comprovar a acusação feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que teria sinceramente admitido em 1994 uma tentativa de estupro homossexual cometida em 1980.
Eu nem pretendia escrever mais sobre o tiro que Cesar Benjamin deu no próprio pé (vide http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/11/balanco-final-do-benjamin...), ao se deixar utilizar como azeitona na empada da Folha de S. Paulo, mas não resisto a esta Nota da Redação ridícula que o jornal acaba de cometer:
Então, depois de ler, estarrecido, o texto no qual o cientista político Cesar Benjamin acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lhe haver relatado uma tentativa de estupro que teria cometido em 1980, resolvi esperar a evolução do caso antes de condenar inapelavelmente quem um dia já foi herói deste sofrido país.
César Benjamin merece respeito por sua militância na resistência à ditadura de 1964/85.
Não estou suficientemente informado sobre a trajetória posterior, sua atuação no PT e no PSOL, parecendo-me, à distância, um quadro político capaz de abir mão de situações vantajosas em nome de suas convicções, o que é raro.
Passada a avalanche propagandística subsequente ao julgamento do pedido de extradição de Cesare Battisti no Supremo Tribunal Federal, timidamente a verdade vai aflorando num ou noutro espaço da grande imprensa, como a exceção que confirma a regra.