"Um homem de moral
não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda
e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima"
(Paulo Vanzolini)
O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi deveria ter chegado segunda-feira (08/03) ao Brasil, para visita oficial.
Desistiu na enésima hora, a tarde de sexta-feira (05/03), sem quê nem pra quê.
A principal notícia sobre o escritor italiano Cesare Battisti é a de que no próximo dia 18 ele completará três anos de prisão abusiva -- porque injusta e injustificável -- no Brasil.
"Eu assisti de camarote
O teu fracasso,
Palhaço, palhaço
(...) No livro de registro desta vida
Numa página perdida o teu nome há de ficar
Registram-se os fracassos, esquecem-se os palhaços
E o mundo continua a gargalhar"
(Benedito Lacerda/Herivelto Martins)
"Battisti vem protestando há vários anos, afirmando que jamais dirigiu essa organização de que fazia parte, e que jamais cometeu os crimes de que é acusado. Porém, ninguém o escuta, e aparentemente pouco importa a seus acusadores que ele seja culpado ou inocente. Para eles, Battisti é antes de tudo um símbolo.
O senador italiano Maurizio Gasparri, líder da bancada governista, acaba de deitar falação à Ansa, ameaçando: se o Brasil não extraditar o perseguido político Cesare Battisti, poderá haver "nefastas consequências" para o relacionamento entre os dois países.
Em sua retrospectiva de final de ano, a ex-revista "veja" dedicou página dupla ao Caso Battisti, mas o texto ocupa apenas um oitavo do espaço do panfleto "Bem-vindo, terrorista!".
O restante é tomado por uma foto enorme do escritor em, segundo a "Veja", "alegre convescote com um grupo de parlamentares do PT, PCdoB e PSOL".
Pela segunda vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçou firmemente as pressões italobrasileiras para influenciar sua decisão no Caso Battisti.
No artigo "O Fiasco natalino da Fabbrica Italiana di Buffonatas" (http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/12/o-fiasco-natalino-da-fabb...), ao analisar o fracasso retumbante do último golpe propagandístico com que a Itália e seus serviçais tentaram coagir o presidente Lula a proceder como um vil linchador, constatei: "Nem mesmo a grande imprensa brasileira, tão parcial em tudo q