Vivemos, Gilson, em mundos distintos. Sou leitor, platéia tanto da mídia quanto das atitudes e atos governistas. Críticos há, e que Deus seja louvado em sempre os permitindo entre nós.
Resumo:
É essa, afinal, a tarefa da mídia. Mostrar ao cidadão o que ele não vê, o que é visível não precisa ser falado, e só assim, arguido o próprio leitor a respeito de suas próprias convicções (é a opinião do leitor o que se reflete nas estatísticas de aprovação ou desaprovação de seus governantes), a mídia lhe traz à sua própria reflexão.
Nada mais correto, mais justo e mais imparcial que isso, que me perdoe discordar do senhor.
Não consigo enxergar a feíura da imprensa na foto que o senhor citou, mas posso lhe dizer, que, como leitor, e crítico, enxergo a mídia como sim parcial... sempre a favor do povo, independente do que ocorre no "reino dos poderosos". Não fosse a imprensa, amigo, seríamos ainda uma sociedade pouco menos evoluída que a feudal.
Diante do noticiário catastrófico das últimas semanas, o que indica a mais recente pesquisa CNT/Sensus, dando conta de novos recordes na aprovação pessoal do presidente Lula e na avaliação positiva de seu governo?
Entro aqui em praia que não é a minha. Não tenho conhecimento suficiente para fazer previsões sobre essa cabala: nossa economia diante da crise. Porém, acabo de ler uma sugestão do Sr. Roger Agnelli ao Presidente da República. O "manager" da Vale do Rio Doce propõe a "flexibilização dos direitos trabalhista"!!!!!!!
Isso me faz pensar...
O terremoto financeiro deixou muitos jornalistas e editorias de economia sem discurso. Tivessem diversificado a leitura e a perplexidade com a crise seria menor. Bastava uma leitura atenta do livro três, do quinto volume de "O Capital".
O Brasil surfou, nos últimos dez anos, numa onda de prosperidade estrangeira. O mundo todo ia bem, o Brasil também. Agora, o mundo todo vai mal.
Resumo:
As dificuldades dos grandes conglomerados financeiros internacionais, já estão gerando "desvios" no destino dos capitais que antes aqui chegavam à nossa Bolsa e as nossas empresas já estão sentido a falta desse fluxo de investimentos. As quedas pronunciadas dos valores de mercado das nossas maiores empresas, Vale, Petrobras e outras, ja são sinais evidentes desse "estrangulamento".
Os Bancos Centrais executam movimentos desesperados, tentando evitar que o colapso de grandes companhias arraste toda a economia para o buraco de 1929.
Os investidores se refugiam em ativos menos inseguros.
O crédito escasseia e encarece.
Investimentos produtivos são adiados sine die.
Resumo:
Os expertos sentenciam que os Bancos Centrais das nações desenvolvidas foram coniventes com operações mirabolantes, ultrapassando de tal maneira os ativos reais nos quais deveriam estar respaldadas que o desabamento do castelo de cartas era pura questão de tempo. Mas, será que tudo se reduz mesmo a um mero desleixo das autoridades que deveriam evitar a transformação do mercado financeiro em cassino?