A imprensa mundial parece estar atordoada em razão desta crise que ainda ameaça lançar todos numa violenta depressão econômica. Na esfera pública os lideres sorriem, mas ficamos com a impressão de que as coisas seguem de mal a pior. Todos os compromissos firmados e medidas adotadas (inclusive as do G20) parecem transitórios ou insatisfatórios.
Resumo:
Quem está em condições de falar desta crise que parece ter afetado inclusive os jornalistas?
Enquanto o Brasil vive suas calamidades: enchentes, desemprego por causa da crise, insegurança nas grandes capitais,o Presidente Lula é elogiado em Londres pelo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e tira fotos ao lado da Rainha da Inglaterra e diz que "se fôr necessario dar dinheiro ao FMI e se isso não diminuir nossas reservas, não vemos problema algum".
O fracasso da cúpula do G20 em solucionar a crise global será seguido por um colapso completo da economia de EUA, por uma guerra civil americana, e a desintegração do país antes do verão de 2010. Foi o que disse um professor russo.
O autor deste enredo apocalíptico é um analista russo, ex-KGB, que ganhou muito espaço nas mídias estatais russas durante os últimos meses.
Na sua entrevista a Sky News, Igor Panarin disse que compara a União Soviética em seus anos finais e a situação atual no EUA.
"Obama é semelhante ao último líder soviético o Mikhail Gorbachev. O Gorbachev também estava fazendo grandes promessas para o União Soviética mas a situação só estava piorando", ele disse.
De acordo com Professor Panarin, o EUA desintegrará em seis coligações políticas antes de verão que vem. Os pedaços deste bolo serão divididos pelo mundo.
A "República Californiana" ficará sob a influência da China, "a região de Texas" retornará ao México enquanto o Alasca reverterá ao controle russo.
O Havaí seguirá a regra japonesa ou chinesa. Os Estados de Costa Atlantica devem se unir a Europa, enquanto partes do norte centrais do EUA podem vaguear gradualmente debaixo da influência de Canadá.
Esta teoria poderia ser desprezada como marginal, se não fosse a proeminência acadêmica do senhor Panarin e o entusiasmo com que as previsões dele foram divulgadas pela mídia estatal russa.
Panarin é o decano de Relações Internacionais na Academia Diplomática prestigiosa de Moscou.
Os estudantes de alto-perfil dele incluem deputados, líderes regionais, funcionários de Kremlin e um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Russia.
Quando Panarin apresentou suas teorias em uma conferência pública este mês, o Ministério convidou diplomatas estrangeiros e representantes da mídia a assistir.
As predições controversas do senhor Panarin ganharam um espaço proeminente na mídia estatal russa. A entrevista dele para um diário russo foi traduzida por uma agência de notícias estatal em quatro idiomas.
Ele já apareceu em canais de TELEVISÃO estatais e as previsões dele são transmitidas por rádio em russo, inglês e árabe.
A história do colapso dos EUA, embora exótica, oferece alguma calma para os russos que se consideram adversários dos americanos, diz Masha Lipman, analista político com o Carnegie Moscow Centre.
"As pessoas acham agradável ouvir algo que reforça suas expectativas mais profundas, mesmo quando sabem que o que escutaram não é muito realista", ela disse.
As predições de Panarin são reconfortantes para russos que viram sua economia abatida pela crise que derrubou o preço do petróleo exportado pela Russia.
Panarin vê o primeiro-ministro Vladimir Putin "como um líder que irá recuperar a glória soviética, criando uma União Eurasiana, modelada depois da União Européia... Com a redução da influência dos EUA em benefício da Europa e da Ásia, o trabalho de Rússia é preencher o espaço que ficará entre estes dois blocos."
Os serviços da inteligência da Rússia sempre compartilharam as visões do senhor Panarin. Mas durante os últimos meses ele sente que sua influência aumentou.
"Eu sinto que uma porção crescente da elite política russa está me escutando, querendo entender se não me apoiar", diz ele.
Sou advogado. Meus conhecimentos de economia são absolutamente limitados. Aprendi alguns rudimentos da ciência de David Ricardo e Karl Marx lendo uns poucos livros e muitos artigos de jornais e revistas. Não posso confiar nas minhas conclusões sobre esta crise financeira. Mesmo assim resolvi divulgar o que entendi para que os mais esclarecidos possam me apontar meus erros e acertos.
Resumo:
Um pouco do que li, vi e entendi. Estou no caminho certo ou não?
Wellington de Oliveira é o nome de meu pai. A crise mundial é informada ao mundo, através da imprensa. Você parece crer que o jornalismo brasileiro trouxe para o Brasil as notícias erradas e que o certo seria ter mentido dizendo que lá fora tudo está as mil maravilhas....
Resumo:
Somos humanos, senhor Hueliton Oliveira, antes de sermos brasileiros. E se somos hoje o que somos, e se estamos onde estamos, como co-partícipes e companheiros viajantes nesse barco chamado Brasil, claramente, à imprensa devemos agradecer, e com ela toda a mídia por onde se faz aparecer presente, serena e correta.
Com um maestro desnorteado pela perda da partitura, a iluminação do “Fidelio” de Davos está cada vez mais precária. As cordas da cítara de Ravi Shankar, no entanto, voltam a vibrar com intensidade. Contrariando prognósticos, Woodstock parece ter vencido.
Claro que uma crise seja lá onde for afeta de maneira cheia ou parcialmente os países que dependem exclusivamente daquele e que justamente entrou em crise. Prato cheio pra quem não gosta de investimento ou seja, ganhar nas costas dos outros, e esses outros, é a população trabalhadora.
O mundo passa por uma crise de grandes proporções. Uma das propostas para atenua-la é a independência dos Bancos Centrais. A realidade mostra que está nascendo o quinto poder da república. O artigo procura refletir sobre as causas da crise e as soluções propostas.